La Liga

O Atlético de Madrid sofreu dentro de casa contra o Cádiz, mas emendou a quarta vitória seguida em La Liga

A atuação ruim do Atlético de Madrid não foi suficiente para barrar a sequência positiva do time, dentro do G-4 de La Liga

O Atlético de Madrid vinha de uma sequência de boas atuações. Nesta sexta-feira, os colchoneros voltaram a cair de nível e fizeram uma exibição claudicante no Estádio Wanda Metropolitano. Porém, não foi isso que impediu o time de emendar mais uma vitória, a quarta consecutiva por La Liga. O Cádiz teve mais posse de bola na capital e finalizou mais que o dobro de vezes que os anfitriões. Apesar disso, aproveitando seus raros momentos de respiro, o Atleti construiu o triunfo por 2 a 1 e segurou o resultado na reta final, mesmo com uma expulsão. O clima segue leve para o reencontro com o Manchester United na Champions League.

O Atlético de Madrid seria presenteado com o primeiro gol aos três minutos. O goleiro Jeremías Ledesma deu uma de Fábio e entregou a bola no pé de João Félix dentro da área. O português, então, não teve muito problema para abrir a contagem. O tento só não deu muita confiança aos colchoneros, que fizeram um primeiro tempo fraco. O Cádiz tinha mais a bola e ameaçou na sequência da partida, se postando no campo de ataque e proporcionando as melhores ações.

Alfonso Espino teria um tiro para fora aos 16, enquanto Álvaro Negredo assustaria aos 27. Rubén Sobrino ofereceria mais uma chance aos 32 e o Atlético estava mais do que a avisado dos riscos de um empate. A situação pareceu pior aos 40, quando o árbitro expulsou Reinildo Mandava, mas o VAR retificou e o lateral rojiblanco recebeu apenas o amarelo. Mesmo assim, o Cádiz estufou as redes aos 45. Espino cruzou da esquerda e Negredo saltou sozinho no meio da área, definindo de cabeça.

O Atlético voltou com Renan Lodi no lugar de Koke para o segundo tempo, com Marcos Llorente passando ao meio e Yannick Ferreira Carrasco aberto na direita. O time melhorou e logo Antoine Griezmann teve a chance, mas não dominou. Os colchoneros tinham mais a bola e apresentavam outro ritmo, mas não estavam ilesos. Aos 12, Oussama Idrissi fez Jan Oblak trabalhar e Choco Lozano também cabeçaria para fora. Com o ataque renovado após as entradas de Ángel Correa e Luis Suárez, o Atleti só teve um alento com o segundo gol aos 23. Depois de uma ótima tabela pela direita, Correa finalizou para defesa de Ledesma. Rodrigo de Paul apareceu na área e marcou no rebote.

O Cádiz não se entregaria. O empate quase saiu aos 29, quando Oblak saiu mal do gol e Luis Hernández poderia marcar num sem-pulo, mas José María Giménez salvou espetacularmente com uma cabeçada em cima da linha. Os visitantes voltaram ao controle no Wanda Metropolitano e iam para o abafa. Rubén Alcaraz mandou uma pancada ao lado da meta aos 35. Diego Simeone, então, logo fecharia a casinha. O problema é que, aos 42, o garoto Javi Serrano chegou com as travas da chuteira em uma dividida e recebeu o vermelho direto. Assim, a reta final da partida se tornou mais dramática. Apesar dos temores, o Atleti evitou chances tão claras do Cádiz e celebrou o triunfo.

O Atlético de Madrid se consolida no G-4 de La Liga com o resultado. Os colchoneros ocupam a terceira posição, com 51 pontos. O Barcelona pode até alcançá-los, mas o Betis permanecerá atrás. Já o Cádiz perdeu uma chance de sair da zona de rebaixamento. O time soma 24 pontos, um abaixo do Granada, e ocupa o 18° lugar, o primeiro dentro do Z-3.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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