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Iniesta diz que Barcelona precisa olhar para a base: “Há jogadores capacitados para jogar no time principal”

Um dos ícones do Barcelona nos últimos 10 anos, em uma fase de muitas vitórias e títulos, Andrés Iniesta falou sobre o clube que o consagrou – e que ajudou a manter no topo. O meia, de 34 anos, se transferiu ao final da temporada passada, no meio do ano, para o Vissel Kobe, do Japão. Na próxima temporada, terá a companhia de outro ex-Barça, David Villa, que deixou o New York City para se juntar ao companheiro no Japão. Em entrevista ao Mundo Deportivo, Iniesta falou muito sobre Barcelona e ressaltou que o time precisa olhar para suas categorias de base para formar seus times.

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Japão

“Eu me surpreendi para o bem, e falo pessoalmente. Eu encontrei uns rivais que te fazem estar no seu máximo nível porque te exigem, não param em toda partida, metem a perna. Têm uma concepção de jogo diferente, com muita ida e volta, passando muito rápido pelo centro do campo e é algo que queremos mudar e implantar”, disse Iniesta.

Barcelona na Champions

“Quando sai a campo, sai para ganhar a partida. Sim, é verdade que nos últimos anos, pelo que aconteceu, ficamos perto, penso que poderíamos ter feito algo mais. Há elenco, jogadores novem que seguirão crescendo e serão importantes… É a exigência. Esta equipe pode brigar por tudo”, disse o meio-campista.

Messi

“Ele pode fazer o que quiser. Em qualquer posição ele poderia ser o melhor. Logo, há demarcação muito específicas no meio-campo que são talvez mais posicionais, de um tipo distinto do que é Leo. Mas ele pode jogar onde quiser, porque ele é quem mais faz gols e o que mais dá assistências. O importante é que siga fazendo isso e que jogue como queira”, analisou.

Barcelona pós-Messi

“Vai continuar, como tudo na vida, chega e passa. O importante é que enquanto estiver acontecendo, seja o melhor possível. O que chegar não sabemos se será bom, melhor ou pior. Será diferente, mas não tem que ser pior. Serão outros momentos, outras épocas, outros jogadores”, disse.

Base do Barcelona

“O clube precisa ter claro que deve fazer uma base [do elenco] de jogadores daqui, porque há jogadores capacitados para jogar no time principal, e depois trazer os melhores jogadores. Houve momentos que jogamos com muitos da base e não tiveram que gastar dinheiro para nos trazer. O dinheiro ajuda, mas não faz as equipes campeãs. Afinal, são os jogadores que devem entender o que tem que fazer e fazê-lo’, analisou.

Iniesta treinador?

“Não sei o que o futuro me trará. Se eu gostaria? Não diria que não gostaria de ser treinador do Barcelona, mas também não posso dizer que é algo que eu esteja pensando. Sim, é verdade que com o passar do tempo, me foi despertando a visão de treinador ou de estar aqui e me vejo, mas suponho que quando deixar o futebol e tudo será diferente eu verei qual será o caminho”.

Xavi, Busquets, quem sabe Messi. Competição entre amigos pelo posto de treinador do Barcelona?

“Tudo de uma vez eu suponho que não pode ser, mas eu não acho que nós disputaremos. Cada um deve eleger seu momento e estar capacitado. Há momentos e veremos, mas sim, eu gostaria de voltar aqui na qualidade do que eu esteja preparado para fazer. Me sinto em minha casa e no futuro espero poder transmitir o que aprendi, o que senti e sinto por este clube”, disse.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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