La Liga

Em ótimo momento no Valencia, Rodrigo Moreno volta a ser opção e é convocado pela Espanha

A Data Fifa tem um peso decisivo nas Eliminatórias Europeias, com a definição das duas últimas rodadas da fase de classificação. Ainda assim, a Espanha não se preocupa tanto. Depois da vitória sobre a Itália no início de setembro, a Roja precisa apenas fazer o simples contra Albânia e Israel. Uma vitória e um empate já serão suficientes para assegurar a vaga na Copa do Mundo de 2018. Por isso mesmo, Julen Lopetegui se permitiu trazer algumas novidades na convocação. José Callejón e Asier Illarramendi ganham espaço pela boa fase que vivem, em nova chance após hiato de alguns meses. No entanto, a grande surpresa ficou por conta de Rodrigo Moreno. Depois de quase três anos, o atacante está de volta.

Rodrigo merece a convocação, diante do que vem jogando no Valencia. O camisa 19 já tinha feito uma temporada satisfatória em 2016/17, apesar da lesão que o afastou dos gramados de janeiro até o fim de abril. Totalmente recuperado, está voando e liderando a nova fase dos Ches, sob as ordens de Marcelino Toral. O carioca tem atuado como atacante central, formando dupla com Simone Zaza no 4-4-2 da equipe. Combina movimentação e bom posicionamento, incomodando as defesas adversárias. Além disso, ajuda a potencializar a velocidade da linha de frente. Anotou três gols nas últimas três rodadas, com vitórias que deixam o Valencia entre os primeiros colocados do Campeonato Espanhol.

Este é o melhor momento de Rodrigo desde que saiu do Benfica, em 2013/14. Não que o atacante viesse mal no Valencia, mas seu rendimento era abaixo do esperado, até pelas campanhas fracas do clube nos últimos tempos. Não à toa, apenas nestas primeiras seis rodadas, já superou sua marca de gols nas duas primeiras temporadas no Mestalla – quando, entretanto, costumava ser mais utilizado aberto nas pontas. O novo posicionamento contribui para que ele se sobressaia, em uma equipe bastante agressiva. E cava seu espaço na seleção.

Outro trunfo de Rodrigo é a própria relação com Lopetegui. Sob as ordens do treinador, o atacante disputou o Mundial Sub-20 de 2011 e seria campeão do Europeu Sub-21 de 2013. Aquele time, aliás, oferece parte da base da Roja: De Gea, Illarramendi, Nacho, Koke, Thiago, Morata, Carvajal, Bartra e Isco foram os seus companheiros naquela campanha. Agora, com todos entre 27 e 24 anos, se transformam em opções principais para liderar o momento da equipe nacional. Lopetegui, que trabalhou com eles por muito tempo, conhece a capacidade do elenco que tem.

Rodrigo disputou seu único jogo pelo time principal da Espanha em 2014, com Vicente Del Bosque. Entrou em campo nos minutos finais de uma goleada sobre Luxemburgo, pelas Eliminatórias da Eurocopa. Agora, vê a Copa do Mundo surgindo como uma oportunidade bem mais real em seu horizonte. Tudo bem que o atacante corre por fora na disputa por posição, mas sua polivalência pode ser útil, em um momento no qual até mesmo o veteraníssimo David Villa (em ótima fase na MLS e com todo o seu histórico positivo pela seleção, é verdade) voltou a ser convocado. Os encontros com Albânia e Israel podem ser decisivos ao menos ao carioca.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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