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Apesar de temporada de estreia decepcionante no Barça, Pjanic persevera: “Vim para fazer história”

A primeira temporada de Miralem Pjanic pelo Barcelona está longe do sonhado pelo bósnio. Figura secundária no elenco, o meio-campista ainda não conseguiu mostrar na Catalunha o nível que apresentou ao longo dos anos de Juventus ou mesmo Roma e não convenceu Ronald Koeman a torná-lo titular. Apesar disso, revelando um namoro entre ele e o clube que data de mais de uma década, insiste em sua vontade: “Não vim para ir embora no ano seguinte, mas para fazer história”.

Em entrevista ao jornal Mundo Deportivo, Pjanic afirmou que jogar no Barça é um desejo que carrega consigo há anos, “um sonho” mesmo. Diante disso, não está pronto a desistir diante desta temporada de estreia difícil.

“Eu não assinei com o Barcelona para ir embora no ano seguinte. Eu assinei para fazer história em um clube que já estava no meu radar há muitos anos”, garantiu.

O desejo, por sinal, tem origem antes mesmo de Pjanic se profissionalizar. Ao jornal catalão, o meia contou que, aos 16 anos, seu pai chegou a se encontrar com o clube, mas para um acordo para jogar na equipe B. Pela incerteza da subida ao time principal, preferiu seguir na França, onde atuava nas categorias de base do Metz.

“Quando eu tinha 16 anos, meu pai se encontrou com responsáveis do Barça que queriam me contratar para o Barça B. Eu estava no Metz na época e assinei com o Metz. Nós não sabíamos a que ponto o Barça B era importante dentro do clube. Eu decidi começar minha carreira na França, mas sempre acompanhei o que o Barça fazia.”

Pjanic acrescentou ainda que, por uma segunda vez, esteve perto de concretizar a ida ao Barcelona mais cedo do que o que de fato aconteceu. Dois anos atrás, esteve perto de se juntar ao Barça, mantendo conversas com Éric Abidal, então diretor esportivo do clube catalão. Apesar das discussões relativamente avançadas, o bósnio afirma que, após contratar Antoine Griezmann, o Barcelona não tinha mais fundos para financiar sua transferência.

“Tive que esperar para viver o sonho de ser um jogador do Barça. Vim ao Barcelona por causa do meu futebol e da minha experiência como vencedor, é com isso que eles pediram que eu contribuísse quando assinei.”

“Disseram-me que meu caráter e minha experiência seriam essenciais para criar uma geração de jovens de La Masia que estavam subindo muito fortes para o time principal”, completou.

Aos 30 anos, é de se imaginar que Pjanic esteja sob pressão de fazer sua passagem no Barça decolar logo, sobretudo quando vem de anos de alto nível, como um dos expoentes de sua posição no mundo. De qualquer forma, o meio-campista prefere pensar no dia a dia e afirma que seguirá trabalhando duro para mostrar que merece mais oportunidades.

“Se eu não jogo, na manhã seguinte eu treino o mais duro possível para que os treinadores percebam que eu não vou desistir. O Koeman não conversa muito com os jogadores, então o que eu tenho que fazer é continuar trabalhando para estar preparado para quando ele precisar de mim.”

Pjanic entrou em campo em 28 das 43 partidas do Barcelona na temporada, somando todas as competições. O número não é exatamente terrível, mas a maioria dessas aparições aconteceu como substituto, com o bósnio registrando uma média de apenas 45 minutos por jogo.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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