La Liga

Ancelotti fecha a porta para Mbappé: “Não haverá nenhuma contratação”

Ancelotti diz que o Real Madrid diz que pode assegurar que não haverá mais contratações, o que significa não trazer Mbappé nesta janela

O Real Madrid é o principal candidato (ou talvez o único) a contratar Kylian Mbappé, mas segundo o técnico Carlo Ancelotti, isso não acontecerá nesta janela de transferências. O treinador deu entrevista coletiva nesta manhã antes do jogo contra o Celta. Chegando perto do fim da janela de transferências, o assunto contratações acabou aparecendo.

Mbappé e o Real Madrid têm um flerte constante e a possibilidade de saída do francês do PSG. Os parisienses até já colocaram um preço para que ele saia agora. O próprio clube francês parece ter a expectativa de ainda receber uma proposta por Mbappé até o fim da janela, ainda que menor que o preço pedido. Pelo que disse Ancelotti, isso não vai acontecer. “Descarto. Nosso mercado está fechado. Não haverá mais nenhuma contratação. Posso te assegurar 100%”, afirmou o técnico, de forma bastante direta.

O técnico também comentou sobre outros assuntos na coletiva, como o mercado da Arábia Saudita, a adaptação de Rodrygo e Vinícius Júnior a atuarem mais centralizados, a chegada de Bellingham e as insatisfações de Luka Modric.

Ancelotti sobre a Arábia: “Os organismos internacionais devem avaliar esse tema”

Se não haverá chegadas, há o mercado da Arábia Saudita tentando contratar jogadores. O meia Gabri Veiga está especulado para se transferir para o Al Ahli, uma transferência que ainda não está confirmada, mas que há negociações avançadas. Ancelotti foi perguntado sobre o que pensa sobre essa possível saída de Gabri Veiga para o futebol saudita.

“A Arábia oferece mais dinheiro que o futebol europeu, isso está claro. Com o que está acontecendo, cada um pode fazer o que quiser. Está claro que os organismos internacionais devem avaliar bem este tema e tomar as decisões necessárias para equilibrar o mercado”, afirmou o treinador.

Mesmo dizendo que o mercado está fechado para contratações no Real Madrid, os clubes árabes continuam podendo contratar e continuam tentando seduzir os jogadores, como Luka Modric, que recusou a ideia de ir para a Arábia Saudita. Enquanto o mercado europeu nos principais centros fecha no dia 1º de setembro, o mercado saudita só fecha no dia 20 de setembro.

Ancelotti foi perguntado se teme que a Arábia Saudita ainda tente levar seus jogadores. “Acredito que não. O nosso elenco está fechado. Alguém pode mudar de ideia, mas isso não sei. Não tenho medo”, afirmou o treinador italiano.

Luka Modric reclama de ser reserva

Luka Modric começou os dois jogos de La Liga até aqui no banco e não está satisfeito com isso. Ancelotti foi perguntado sobre essa situação. “Luka escolheu o que quer fazer. É uma situação incomum ele não começar jogando, como de costume. Não está contente, mas está muito bem fisicamente. Pode jogar e vai trazer algo. Para todo mundo é uma situação particular que um jogador como ele não jogue desde o primeiro minuto, mas vai jogar e vai agregar como em temporadas passadas”, afirmou.

Ancelotti sobre Rubiales: “Não é algo que um presidente deva fazer”

O presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Luis Rubiales, está sob questionamentos pelo seu gesto de beijar Jenni Hermoso na boca durante a entrega das medalhas na final da Copa do Mundo. Ancelotti foi perguntado sobre essa questão.

“É um tema delicado. É um comportamento que eu não gostei. Não é algo que um presidente deva fazer. O comportamento de uma pessoa não afeta a minha vida pessoal. Eu tenho as ideias muito claras do que tenho que fazer e que tenho uma responsabilidade como treinador”, afirmou Ancelotti.

Há uma pressão grande para que Rubiales peça demissão e uma cobrança para que ele seja punido. Perguntado se achava que o presidente da Federação Espanholas deveria se demitir, Ancelotti não quis ser incisivo. “Fico com o que disse, não sei se ele vai se demitir. Espero que tomem a decisão mais adequada”.

Adaptação de Rodrygo e Vinícius Júnior a jogar pelo meio

Um dos temas também foi a adaptação dos atacantes brasileiros Rodrygo e Vinícius Júnior a jogarem sem um camisa 9. Neste novo Real Madrid, os dois brasileiros têm bastante liberdade de movimentação e são municiados por Jude Bellingham.

“Rodrygo não teve problemas para se adaptar porque estava acostumado a jogar como atacante central. Vinícius sei que está se adaptando muito bem. Tive muitas oportunidades e fez um gol. Não estou forçando que ele jogue por dentro, ele tem a qualidade e a inteligência para saber onde se colocar no ataque. Por dentro é mais fácil que tenha oportunidades, porque significa que pode marcar em um toque. Têm que aprender a se movimentar no centro da área. Vai aprender a ser mais efetivo”.

Bellingham tem sido o artilheiro do time, com três gols em dois jogos em La Liga. Ele tem atuado como um camisa 10, chegando ao ataque e encostando nos dois atacantes. “Não me surpreende a adaptação de Bellingham porque não tinha exatamente uma posição de 10 no Dortmund. Mas mostrou ser um jogador mais vertical, pode mais com a bola do que sem a bola, mas era um jogador vertical. A adaptação tem sido boa porque é um jogador muito inteligente que se movimento bem sem a bola”, continuou Ancelotti.

O uruguaio Federico Valverde é outro que precisou de uma adaptação para esta temporada. Por vezes atuando como ponta pelo lado direito, desta vez o jogador tem atuado em uma posição diferente.

“Sua posição mudou um pouco. Joga um pouco mais atrás do que o nromal, do que fazia no ano passado e acredito que isso pode ajudar mais. Entendeu que para ele jogar com um ou dois toques não é sua qualidade. Se tem espaço ou tempo, tem que correr com a bola. Tem uma qualidade extraordinária, que é correr com a bola, e tem que aproveitar isso. Pedir para jogar com um ou dois toques não tem sentido e nunca pedirei a ele”, disse Ancelotti.

O Real Madrid vai a campo nesta sexta-feira contra o Celta no estádio Balaídos, no norte do país. O jogo será às 16h30 (horário de Brasília), com transmissão da ESPN e do Star+.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.
Botão Voltar ao topo