La Liga

A quatro rodadas do fim de La Liga, Valencia demite o técnico Javi Gracia

Ainda com uma pequena chance de rebaixamento, técnico é demitido e será substituído pelo interino Salvador González Voro

O Valencia tomou uma decisão drástica nesta segunda-feira: demitiu o técnico Javi Gracia, a quatro rodadas do fim de La Liga. O Valencia não só decepciona por estar longe das vagas europeias, mas também porque segue perigosamente perto da zona do rebaixamento. O descenso é improvável, já que os Ches estão a seis pontos do primeiro clube dentro da zona de rebaixamento, mas ainda assim, o trabalho foi considerado insuficiente. Assim como acontece no Brasil, por lá alguns clubes decidem demitir o técnico mesmo com poucas rodadas pela frente.

A decisão foi tomada nesta segunda-feira pelo presidente Anil Murthy, depois de uma reunião com o secretário técnico, Miguel Ángel Corona, e contou também com a aprovação do acionista majoritário, Peter Lim, direto de Singapura. O acionista majoritário precisava aprovar o pagamento da multa ao treinador. Foi na reunião também que se definiu Salvador González Voro como o técnico interino da equipe para as quatro rodadas finais.

Será a sétima vez que o interino assume o posto no Valencia. Também assumiu o posto quando Ronald Koeman saiu, em 2008; depois, assumiu após a saída de Mauricio Pellegrino, em 2012; dirigiu o time também quando saiu Nuno, em 2015/16, e também foi interino após as saídas de Gary Neville e Césare Prandelli. Nesta última, foi quando teve que ficar mais tempo à frente da equipe, já que assumiu em janeiro e ficou até o final da temporada. Também assumiu após a saída de Albert Celades, em 2020.

A sequência negativa é grande: são oito partidas sem vencer e apenas três pontos nos últimos 18 disputados, com direito a empates diante de Real Sociedad, Betis e Alavés. As rodadas finais prometem emoção. Há um confronto com o Sevilla, quarto colocado. Outros três serão contra times que também lutam contra o rebaixamento: Valladolid (17º), Eibar (20º) e Huesca (18º).

Destes confrontos, o jogo contra o Valladolid é considerado chave para o futuro do Valencia. Por isso, a antecipação da demissão. É considerada uma final, que pode ser fundamental para o desenrolar de La Liga. O Valencia é o 14º, tem 36 pontos, e o Valladolid é o primeiro clube fora da zona do rebaixamento, com 31 pontos. Na zona de descenso estão Huesca (30), Elche (30) e Eibar (26).

A relação de Javi Gracia com a direção não é boa há muito tempo. Ele foi contratado no começo desta temporada e tinha a missão de enxugar gastos, com uma redução importante da folha salarial. Para isso, alguns jogadores foram vendidos, mas Gracia recebeu a promessa de receber reforços para repor a saída dos jogadores – ainda que mais baratos, chegariam jogadores. Isso nunca aconteceu. Foi o primeiro confronto entre o técnico e a direção, ainda em setembro. Ele chegou a pedir demissão em outubro, quando o mercado de transferências se fechou sem nenhuma contratação.

Na primeira vez que o técnico poderia sair, os jogadores o defenderam. Peter Lim, o questionado acionista, chegou a dizer em alguns momentos que seria melhor esperar o fim da temporada para não pagar a multa. Isso depois de bancar a permanência do treinador em outubro, mas com os resultados piorando em 2021. A quatro jogos no fim, nem a multa foi impeditivo para o treinador ser demitido. Agora, o Valencia busca ao menos se salvar do rebaixamento para tentar recomeçar na próxima temporada.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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