La Liga

A estrela de Dani Ceballos brilhou em novo jogo no qual o Real Madrid sofreu, mas venceu

Em um mercado no qual o Real Madrid esteve distante de fazer contratações midiáticas, Dani Ceballos foi um dos raros (e bons) reforços aos bicampeões europeus. Almejado por outros clubes, o meio-campista de 20 anos se encaixa na política que norteou os merengues em suas ações, apostando basicamente em jovens talentos espanhóis. Destaque do Betis e vindo de atuações exuberantes no Campeonato Europeu Sub-21, o garoto justificava os €16,5 milhões pagos em sua transação. E mesmo acumulando poucos minutos em campo durante as primeiras partidas da temporada, ele desequilibrou em sua estreia como titular. Anotou os dois gols na vitória por 2 a 1 sobre o Alavés, em Mendizorrotza, que recoloca os madridistas no caminho das vitórias. Ainda assim, foi uma tarde mais sofrível que deveria aos visitantes, contra um dos últimos colocados do campeonato.

Já mirando a complicada partida contra o Borussia Dortmund na próxima terça, pela Liga dos Campeões, Zinedine Zidane recheou o Real Madrid com reservas. Assim, sem Toni Kroos ou Luka Modric no meio-campo, Ceballos ganhou a sua oportunidade, compondo trinca com Casemiro e Isco. Já na linha de frente, centralizado, Cristiano Ronaldo era a grande referência dos merengues, acompanhando por Marco Asensio e Lucas Vázquez. Nada que tenha garantido vida fácil aos madrilenos.

O Alavés começou melhor a partida, empurrado por sua torcida, em uma atmosfera vibrante. Os bascos pressionaram durante os primeiros minutos e criaram boas oportunidades. Contudo, a sorte sorriu ao Real Madrid, que marcou o gol logo em seu primeiro ataque, aos 11. Sorriu para Dani Ceballos, que recebeu dentro da área, ganhou a dividida e bateu no contrapé do goleiro para assinalar seu primeiro tento com a camisa merengue. Os visitantes cresceram a partir de então e insistiam no segundo gol, sem finalizar da melhor maneira.

A partir dos 30 minutos, o Alavés voltou a incomodar no campo de ataque. E conseguiu o empate aos 40, em ataque rápido. Munir arrancou pela direita e cruzou para Manu García, completando com uma bela cabeçada, sem chances de defesa. O Real Madrid, de qualquer forma, respondeu rápido. Os merengues retomaram a vantagem três minutos depois, graças a uma lambança do sistema defensivo dos bascos, com o goleiro Fernando Pacheco soltando um cruzamento que estava em suas mãos. A bola veio mansa para Ceballos balançar as redes mais uma vez.

Diante do que aconteceu contra o Betis, o Real Madrid parecia disposto a aumentar a vantagem no segundo tempo. Ia perdendo um caminhão de gols, enquanto Cristiano Ronaldo chegou a carimbar a trave duas vezes, inclusive naquele que seria um golaço aos 17 minutos. E a diferença mínima permitia ao Alavés sonhar. Alfonso Pedraza também acertou o travessão duas vezes entre os 25 e os 30. Era um jogo lá e cá, com direito a um gol feito desperdiçado por Sergio Ramos entre uma chance e outra dos albiazules. Na reta final do jogo, ao menos, os merengues conseguiram esfriar os anfitriões e, pressionando, estiveram mais próximos do terceiro.

Longe de ser uma partida brilhante do Real Madrid, a equipe continua sofrendo mais do que deveria na defesa e não é tão letal no ataque. Se a sorte jogou contra em alguns dos últimos jogos, desta vez foi bastante amiga dos merengues. A estrela de Ceballos pesou. Com os três pontos, o time de Zidane pode viajar um pouco mais tranquilo à Alemanha, somando 11, provisoriamente na quarta colocação. Já o Alavés, a despeito da atuação valente deste sábado, permanece na zona de rebaixamento, com seis derrotas em seis rodadas. O espírito de luta visto em Mendizorrotza precisa se repetir também nas próximas partidas.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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