Estádio da final da Champions tem pontos cegos na arquibancada, e não são poucos
A Uefa realiza uma dura concorrência para definir a sede de uma final de Champions League. Os candidatos precisam apresentar bons argumentos do ponto de vista comercial, técnico e logístico, e isso começa por um estádio impecável. Uma arena moderna, grande, confortável, que já recebeu eventos importantes e sem pontos cegos na arquibancada, certo? Bem, o Olímpico de Berlim, local da final da Liga dos Campeões 2014/15 neste sábado (15h45 horário de Brasília), mostra que não é tanto assim.
GUIA DA FINAL: A 90 minutos da glória tripla
A casa do Hertha Berlim foi construída na década de 1930 para receber os Jogos Olímpicos de 1936. A arquitetura tem elementos comuns na época (sobretudo na Alemanha nazista), com estilo monumental e tentativa de se aproximar das obras gregas e romanas. Por décadas, essa ligação com o pior momento da história alemã fez do estádio Olímpico um lugar polêmico, que causava rejeição por parte da população. Mas a decisão de preservá-lo até como modo de não apagar a história prevaleceu.
Com a escolha da Alemanha como sede da Copa de 2006, Berlim foi definida como local da final. Assim, o estádio Olímpico passou por profunda modernização. A opção foi de manter a arquitetura original intocada, o que levantou um desafio ao projeto: como instalar uma cobertura sem afetar a fachada?
Uma cobertura pesada exigiria uma estrutura robusta, que fatalmente afetaria o visual externo da arena. A opção por materiais leves foi óbvia, mas não podia haver apoios altos que a deixassem suspensa. A solução foi dura para os torcedores, com a colocação de 20 pilares de aço no meio do anel superior da arquibancada. Quem senta atrás dessas colunas tem a visão claramente obstruída, o que não impediu que o estádio recebesse eventos como a final da Champions League.
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