Espanha

Joia do Real Madrid decide qual seleção defenderá após ‘boom’ com Arbeloa

Jovem de 18 anos vem ganhando chances no time tiular dos merengues em momento crucial da temporada

Após divulgar sua penúltima convocação antes da Copa do Mundo, o técnico da seleção espanhola, Luis de la Fuente, explicou as escolhas que marcaram a lista. Além disso, falou sobre jovens joias que poderiam até mesmo defender outros países, como o caso de Thiago Pitarch.

O comandante também falou da presença de novos nomes como Joan García, Víctor Muñoz, Ander Barrenetxea, Carlos Soler e Cristhian Mosquera. Mas, entre todos os temas abordados, um nome chamou atenção especial: Pitarch, jovem promessa do Real Madrid que começa a ganhar espaço e relevância no planejamento da seleção espanhola.

Pitarch e a escolha por jogar pela Espanha

O ponto mais relevante da entrevista coletiva de De la Fuente veio ao falar de Pitarch. Tratado como um caso semelhante ao de outros jogadores que precisaram definir sua seleção, o jovem do Real Madrid recebeu um elogio que vai além do desempenho em campo: o comprometimento com o projeto esportivo da Espanha.

“É um caso parecido com o de Mosquera, Laporte, Le Normand… A boa notícia é que Thiago quer jogar pela Espanha. Ele jogará na sub-19, na sub-21 ou na seleção principal, mas ele quer jogar pela Espanha”, disse o treinador.

A declaração reforça não apenas o talento de Pitarch, mas também sua importância estratégica. Em um cenário cada vez mais comum de jogadores com múltiplas nacionalidades, a decisão do atleta de se vincular à Espanha é vista como uma vitória nos bastidores.

Pitarch contra o Manchester City, na Champions League
Pitarch contra o Manchester City, na Champions League (Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire)

Ainda em processo de desenvolvimento, Pitarch surge como uma das peças mais promissoras da nova geração e já começa a ser monitorado de perto pensando em ciclos maiores, incluindo a própria Copa do Mundo.

De la Fuente deixou claro que, embora respeite outras escolhas, valoriza quem se compromete com o projeto da seleção:

“Se um jogador decide defender outro país, nós respeitamos. Mas Thiago decidiu jogar pela Espanha.”

Casos recentes viram nomes como Brahim Díaz, por exemplo, defender a seleção de Marrocos, mesmo nascido em Málaga e antes considerado jogador espanhol. Assim como o companheiro de Real, Pitarch nasceu na Espanha e tem cidadania marroquina.

Mosquera, citado por De la Fuente e convocado, pode também defender a Colômbia. Le Normand e Laporte, nascidos no País Basco, território que ocupa Espanha e França, poderiam escolher qual seleção defender, e decidiram por La Roja.

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Reconhecimento dos novos nomes da seleção

O treinador também justificou a presença de jogadores menos habituais na lista, reforçando a ideia de renovação e observação em alto nível. Sobre Mosquera, foi direto:

“É a confirmação do que comentamos em outras ocasiões. Um jogador que quer jogar pela Espanha e que está indo muito bem no Arsenal. É um reconhecimento à sua trajetória.”

Já sobre Víctor Muñoz, destacou a necessidade de testá-lo em um ambiente mais exigente: “Ele ainda não tinha estado conosco e queremos vê-lo nesse cenário de exigência máxima. Eles são muito bons e estão fazendo uma ótima temporada.”

De la Fuente voltou a destacar Mosquera, reforçando sua versatilidade e potencial impacto imediato:

“Ele se junta à causa e tem chances de estar na Copa do Mundo. Está fazendo uma grande temporada e é muito versátil. Pode jogar como zagueiro, lateral… A situação dos zagueiros não me preocupa.”

No meio de uma convocação que mistura presente e futuro, Pitarch aparece como símbolo claro dessa transição. Uma joia em ascensão que, mesmo antes de estrear pela seleção principal, já começa a moldar seu papel dentro do futebol espanhol.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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