Espanha

Espanha repete estratégia da França, mas exibe contraste entre as favoritas à Copa

Contra o Egito, seleção espanhola troca 10 jogadores de um amistoso para outro e fica só no 0 a 0

No segundo jogo desta Data Fifa, após vencer a Sérvia por 3 a 0, a Espanha encontrou dificuldade com o Egito nesta terça-feira (31) e ficou no 0 a 0 no Estádio Cornellà-El Prat. O técnico Luis de la Fuente optou por trocar 10 dos 11 jogadores da partida anterior, mantendo só Lamine Yamal na ponta direita, e sofreu por isso.

As mudanças até conseguiram manter um bom nível na defesa, afinal, David Raya estava no gol, Dean Huijsen e Cristhian Mosquera na zaga e Alejandro Grimaldo e Pedro Porro nas laterais, todos bons jogadores.

A queda realmente veio no meio-campo, com nomes como Pablo Fornals e Carlos Soler, e no ataque, pela presença de Ander Barrenetxea e Ferran Torres — o último em péssimo momento individual.

Os reservas espanhóis, apesar de iniciarem com tudo e terem uma defesa quase absoluta, fizeram mais da metade do primeiro tempo muito abaixo no setor ofensivo, não exigindo nenhuma defesa do goleiro Mostafa Shobeir e basicamente sem criar grandes chances de gol.

A Espanha só realmente melhorou no segundo tempo, quando precisou “apelar” reformulando todo o meio-campo com Rodri, Pedri e Fermín López, além do garoto Victor Muñoz para descansar Yamal. O arqueiro egípcio teve que brilhar com defesas incríveis e ter sorte com uma bola no travessão para segurar o empate.

Lamine Yamal em Espanha x Egito
Lamine Yamal em Espanha x Egito (Foto: IMAGO / Pressinphoto)

O contraste entre as favoritas França e Espanha

A Espanha, por tudo que construiu no ciclo até a Copa do Mundo de 2026 em alguns meses, com títulos da Liga das Nações e Eurocopa, é a principal favorita ao Mundial. Está lado a lado com a França, que detém hoje o melhor elenco no futebol de seleções.

Nesta Data Fifa, porém, os Bleus deram melhores respostas do que os espanhóis contra adversários mais difíceis. Após vencer com merecimento o Brasil, 2 a 1, a seleção francesa mudou simplesmente todos os 11 jogadores para o duelo com a Colômbia e praticamente manteve o mesmo entrosamento e alto nível. A vitória por 3 a 1 mostrou o tamanho da qualidade dos jogadores comandados por Didier Deschamps.

A seleção espanhola, tendo o Egito, bem mais fraco que a Colômbia, não conseguiu repetir a atuação contra a Sérvia e mostra que seu grupo de jogadores ainda é bem inferior ao da França.

Pesa para o lado ibérico, no entanto, o trabalho superior da comissão técnica, pois De la Fuente conseguiu retomar a filosofia do país e unir com a velocidade e drible de Yamal e Nico Williams — o último, neste momento, lesionado.

Faltam pouco mais de dois meses e o período de jogos entre seleções nesta Data Fifa deu mais confiança aos franceses.

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Espanha começa bem 1º tempo, mas perde ritmo

Foram alguns minutos de muita intensidade espanhola, pressão no campo de ataque e sem deixar o adversário respirar. O domínio, porém, não criou uma chance maior do que uma finalização desviada de Pablo Fornals para fora e um chute no meio do gol de Dani Olmo.

Aos 19, um passe de trivela de Yamal iniciou um ataque que poderia ter terminado em gol se a defesa egípcia não tivesse bloqueado Ferran Torres.

Aos poucos, a pressão diminuiu, a Espanha passou a ser mais lenta com a posse de bola e deu espaço para o Egito acordar. Em um ataque rápido, Omar Marmoush sustentou o contato fora da área e mandou uma bomba na trave.

A seleção espanhola, sofrendo para se desvencilhar da marcação mano a mano dos africanos, só teve na reta final da etapa inicial uma triangulação que a defesa tirou antes que pudesse ser gol.

Ferran Torres e Emem Ashou em Espanha x Egito
Ferran Torres e Emem Ashou em Espanha x Egito (Foto: IMAGO / Pressinphoto)

Goleiro do Egito segura empate

O zero só continuou no placar por uma atuação de gala de Shobeir. O goleiro salvou, cara a cara, finalizações perigosas de Fermín e Pedri (duas vezes), seja fechando o espaço com a perna, impondo-se na frente do adversário ou voando para pegar um chute colocado. Tudo isso nos primeiros 11 minutos.

Com o passar do tempo, porém, a Espanha parou de criar com tanta clareza. Passou a rondar mais a área e cruzar muito, sem efetividade. Mosquera assustou com cabeçada por cima do gol. Grimaldo, em falta na entrada da área, mandou uma bonita cobrança no travessão. Não era o dia dos espanhóis marcarem.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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