Espanha: Atual campeã e favorita, mas em busca de um novo sistema
Onde vai se dar bem
É a atual campeã mundial e bicampeã europeia, e trouxe ao Brasil uma base que esteve em todas essas conquistas. É um grupo vencedor e experiente, ainda que nem tão velho de idade. Isso dá à equipe uma confiança muito grande, e provoca muito respeito (ou até medo) nos adversários e deixa a Espanha em vantagem no duelo psicológico. O time não tem nada a provar a ninguém.
Onde vai se dar mal
A Espanha se tornou uma potência em cima de um jogo de muita posse de bola e ocupação de espaço para asfixiar o adversário. No entanto, esse estilo tem dado sinais de desgaste. Xavi, o motor da equipe, vem de uma temporada muito fraca (até por problemas físicos) e não há um herdeiro claro a sua posição. Além disso, as equipes já aprenderam a jogar contra times desse sistema (o que inclui o Barcelona): marcação forte e saída de bola rápida, aproveitando os espaços na defesa.
Quem pode desequilibrar
David Silva é o jogador que vem em melhor momento. Foi um dos destaques do título do Manchester City e, com o mau momento de Xavi, deve dividir com Iniesta o protagonismo na armação das jogadas.
A carta na manga
Diego Costa foi naturalizado com um objetivo principal: dar à Espanha uma nova solução ofensiva, um centroavante que possa verticalizar um pouco o jogo do tiki-taka. As apostas com Soldado, Llorente e Negredo não convenceram Vicente del Bosque, e o brasileiro se tornou a opção.
Até onde deve chegar
É um time para brigar por título, mesmo diante dos caminhos mais turbulentos. Ainda mais porque, se ficar em primeiro lugar no grupo, provavelmente teria um cruzamento fácil nas oitavas de final e um adversário duro, mas teoricamente inferior, nas quartas. O grande desafio talvez venha só nas semifinais, com a Argentina.



