Espanha

Por que ausência de Yamal foi boa ao Barcelona em goleada que garantiu final da Supercopa

Culés confirmam vaga na decisão da competição e esperam Atlético de Madrid ou Real Madrid

O Barcelona não teve sustos para confirmar nesta quarta-feira (7) sua vaga na decisão da Supercopa da Espanha. A equipe catalã, mesmo sem Lamine Yamal, no banco de reservas por mais de 70 minutos, massacrou o Athletic Bilbao por 5 a 0. Os blaugranas enfrentarão na final Atlético de Madrid ou Real Madrid, que jogam nesta quinta (8).

A construção do placar ter sido completa sem a presença do camisa 10, justificada por uma virose estomacal que o fez perder o treino prévio ao jogo, é uma grande notícia ao Barça porque reforça que o time tem saídas para superar a dependência de seu craque. O domínio frente a um adversário complicado como os bascos reforça isso.

O jovem espanhol, segundo colocado na Bola de Ouro na temporada passada, se tornou um pilar dos Culés e muitas vezes é a única válvula de escape quando as coisas estão difíceis em um jogo por sua capacidade de mano a mano. Em 2024/25, os comandados de Flick tiveram aproveitamento de 46,6% sem a joia, ante 79,6% com ele.

Na atual temporada, o Barça tem aprendido a atuar sem Yamal, com direito a quatro vitórias seguidas em setembro, mas em outras partidas, como no empate em 3 a 3 com o Brugge pela Champions League, mostrou desespero ao acioná-lo com frequência em contextos complexos.

A vitória desta quarta se tornou uma notícia ainda maior porque justamente quem substituiu Lamine brilhou em campo na Arábia Saudita.

Substituto de Yamal decidiu semifinal da Supercopa

O jovem Roony Bardghji, contratado para 2025/26, foi o responsável direto pela jogada de três gols no dia. No primeiro que abriu o placar, pedalou e tocou para Fermín López, que “sem querer” chutou e deu uma assistência para Ferran Torres.

O terceiro gol foi do próprio dinamarquês, em outra boa jogada individual, cortando para dentro e depois para linha de fundo antes de contar com ajudinha de Unai Simón em chute que não foi tão forte. O substituto de Yamal ainda deu um belo lançamento para Raphinha iniciar seu show.

Com 37 minutos, sete após assistir Fermín em cruzamento preciso, o brasileiro recebeu na esquerda, levou para fora e mandou uma bomba no canto do goleiro basco. Ele ainda aproveitou, no comecinho do segundo tempo, para fazer o quinto em sobra na área.

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Barcelona dá show no 1º tempo

Os quatro gols entre os 21 e 37 minutos do Barcelona foram como um rolo compressor, podendo até ser mais se Unai Simón não tivesse defendido uma cabeça da própria defesa aos 41 ou Fermín e Pedri não tivessem perdido boas chances na área quando o placar ainda estava zerado.

O Athletic até iniciou a partida bem, tendo nos primeiros 10 minutos uma postura agressiva e finalizando mais. Já depois dos 4 a 0, Sancet carimbou a trave em gol que nada mudaria a partida.

Ferran Torres celebra gol do Barcelona
Ferran Torres celebra gol do Barcelona (Foto: Imago)

Barça administra etapa final

Naturalmente, os 45 minutos finais foram mais tranquilos, com o Athletic ainda sem conseguir atacar e o time em vantagem administrando. Após um início fulminante, com Raphinha aumentando para cinco, o Barça quase que abdicou de subir com ímpeto igual antes.

O Bilbao, na única fez que chegou, exemplificou sua atuação. Unai Gómez, na cara de Joan García, fez feio e chutou torto para fora. 5 a 0 justo e Barcelona na final.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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