Na briga sobre a Superliga, Ancellotti está do lado do Real Madrid: ‘boa para todos’
Técnico do Real Madrid reafirmou apoio à criação da Superliga, a qual considera uma forma "positiva" de descentralizar o comando do futebol
Após a decisão histórica do Tribunal Europeu contra Fifa e Uefa, Carlo Ancelotti reafirmou seu discurso, totalmente alinhado ao Real Madrid, sobre a criação da Superliga Europeia. O técnico italiano entende que o surgimento de um campeonato independente vai descentralizar o comando futebol, o que seria “positivo para todos”.
– Acho que foi uma decisão importante para todos os clubes. Acho que, no final, porque não existe monopólio, será positivo – disse o técnico.
O Real Madrid é um dos 12 clubes fundadores do projeto que quer montar um novo torneio continental, lançado em abril de 2021. À época, a campanha durou menos de 72 horas e fracassou. Isso porque houve uma debandada de times, que estavam no plano inicial, por medo das sanções prometidas por Fifa e Uefa.
Na contramão da tendência, o clube espanhol, ao lado do maior rival Barcelona, manteve consistentemente seu apoio à Superliga Europeia. Mas isso não é por acaso, afinal, o presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, é um dos principais arquitetos do torneio.
Real Madrid é líder da La Liga
Após a vitória sobre o Alavés por 1 a 0, na última quinta-feira (21), o Real Madrid assumiu a ponta da tabela na La Liga. O gol do triunfo merengue saiu em um lance de bola parada, com Lucas Vázquez cabeceando para o fundo das redes segundos antes do apito final.
– Foi complicado com um (jogador) a menos (devido ao cartão vermelho). Todo mundo estava pensando que era o dia que íamos perder porque só tínhamos 10 homens. Esta equipe tem um nível de energia incrível – concluiu Ancelotti.
O Girona também deu uma forcinha para que os madridistas assumissem a liderança ao empatar com o Real Betis por 1 a 1. Os gironistas estavam dois pontos à frente no topo da classificação, mas tropeçaram e deixaram que os adversários da capital roubassem a posição.
- - ↓ Continua após o recado ↓ - -
Entenda a polêmica que envolve a criação da Superliga
A polêmica em torno da criação da Superliga Europeia começou em abril de 2021, quando 12 grandes clubes europeus anunciaram uma aliança para competir de forma privada, em um evento de grande arrecadação econômica. Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Tottenham, Atlético de Madrid, Barcelona, Real Madrid, Milan, Inter de Milão e Juventus estavam envolvidos no projeto.
Para o grupo seleto não existiria rebaixamento e, ano a ano, cinco equipes diferentes teriam a chance de participar da competição, com base no desempenho que tivessem nas ligas nacionais. O fato chocou torcedores em toda a Europa e gerou inúmeros protestos.
Nesse meio tempo, a Uefa havia apresentado a reformulação na Champions League. As mudanças realizadas pela instituição tornavam a Champions mais competitiva e abrangente, algo que a Superliga desconsiderava à época.
Por conta das ameaças feitas por Fifa e Uefa, uma a uma, as equipes envolvidas no projeto foram desistindo da ideia, com medo das sanções que poderiam receber, e a Superliga Europeia voltou à estaca zero.
Sem aceitar a derrota no primeiro momento, a A22 foi atrás dos seus “direitos” e entrou com uma ação, implicando Fifa e Uefa no Tribunal Comercial de Madrid (Espanha). O processo escalou para o TJUE, que deu o “sinal verde” após a decisão emitida nesta semana.


