Copa do Mundo

Wenger: “Mesmo se eu fosse capitão do Neymar, ele faria o que quisesse”

Neymar foi capitão da seleção brasileira sob o comando de Dunga. Com Tite, a equipe nacional passa por um rodízio de liderança e, na estreia contra a Suíça, o lateral esquerdo Marcelo ficou com a braçadeira. Arsène Wenger, ex-técnico do Arsenal, trabalha como comentarista do beIn Sports durante a Copa do Mundo. No jogo do Brasil, comentou esse assunto e o desempenho geral de Neymar. E colocou o dedo em uma ferida que envolve não apenas o craque brasileiro, mas toda a sua geração

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“Você não tem mais capitães naturais na geração mais jovem, eu não sei o motivo”, disse. “Talvez seja porque agora todo jogador é uma estrela. Por exemplo, Neymar é uma super estrela. Este cara tem 170 milhões de seguidores. Mesmo se eu fosse o capitão do Neymar, ele faria o que quisesse”. 

Wenger também explicou o posicionamento equivocado de Miranda no gol da Suíça. Segundo o treinador francês, apesar de ser muito experiente, o zagueiro da Internazionale não poderia estar virado de frente para a bola. “Ele tinha que estar virado na diagonal para ver o adversário. Se ele vira para a bola, está em perigo porque qualquer empurrão e está acabado”, afirmou.

Ele também achou interessante que o assistente de vídeo não tenha tentado intervir no lance. Segundo o francês, foi para não criar um precedente. “Eles acham que, se você marcar uma falta dessas, em todo escanteio teremos que marcar uma falta”, encerrou. 

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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