Wenger: “Mesmo se eu fosse capitão do Neymar, ele faria o que quisesse”
Neymar foi capitão da seleção brasileira sob o comando de Dunga. Com Tite, a equipe nacional passa por um rodízio de liderança e, na estreia contra a Suíça, o lateral esquerdo Marcelo ficou com a braçadeira. Arsène Wenger, ex-técnico do Arsenal, trabalha como comentarista do beIn Sports durante a Copa do Mundo. No jogo do Brasil, comentou esse assunto e o desempenho geral de Neymar. E colocou o dedo em uma ferida que envolve não apenas o craque brasileiro, mas toda a sua geração.
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“Você não tem mais capitães naturais na geração mais jovem, eu não sei o motivo”, disse. “Talvez seja porque agora todo jogador é uma estrela. Por exemplo, Neymar é uma super estrela. Este cara tem 170 milhões de seguidores. Mesmo se eu fosse o capitão do Neymar, ele faria o que quisesse”.
Wenger também explicou o posicionamento equivocado de Miranda no gol da Suíça. Segundo o treinador francês, apesar de ser muito experiente, o zagueiro da Internazionale não poderia estar virado de frente para a bola. “Ele tinha que estar virado na diagonal para ver o adversário. Se ele vira para a bola, está em perigo porque qualquer empurrão e está acabado”, afirmou.
Ele também achou interessante que o assistente de vídeo não tenha tentado intervir no lance. Segundo o francês, foi para não criar um precedente. “Eles acham que, se você marcar uma falta dessas, em todo escanteio teremos que marcar uma falta”, encerrou.



