Uruguai foi burocrático e entediante, mas venceu Arábia Saudita e garantiu vaga nas oitavas de final
O Uruguai venceu a Arábia Saudita e está classificado para as oitavas de final da Copa. Esta é a boa notícia para os uruguaios, mas a má notícia é que o time fez um jogo bastante ruim diante dos sauditas. O placar de 1 a 0 reflete um jogo de poucas chances, muitos cruzamentos e raros momentos de empolgar o torcedor. Na verdade, sequer houve empolgação, à parte o único gol do jogo. O Uruguai pareceu aquelas pessoas que vão a um compromisso e olham para o relógio o tempo todo, esperando que acabe logo.
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Os sauditas mostraram a dificuldade que já tinha ficado clara no primeiro jogo, pouco conseguindo fazer com a bola. Ao menos tentou se organizar melhor defensivamente. Mas nem dá para saber se isso funcionou. O Uruguai pouco pressionou a seleção do Oriente Médio. O jogo acabou sendo burocrático, com os uruguaios gerindo o placar a maior parte do tempo, o que tornou o jogo bastante entediante. O Uruguai engrossa o caldo contra times mais fortes e também contra times mais fracos. Nos dois casos, isso iguala mais os times. O que, assim, passa a ser bom no primeiro caso e ruim no segundo.
O destaque
Edinson Cavani foi, novamente, o melhor jogador do Uruguai em campo. Muito participativo, o camisa 21 se movimentou e criou jogadas para companheiros também, especialmente no segundo tempo. Mesmo assim, foi só um jogo esforçado. Cavani passou longe de brilhar, mas ao menos foi quem mais tentou fazer algo diferente.
O gol
O gol saiu de uma falha da Arábia Saudita. Ou melhor, especificamente do goleiro Mohammed Al Owais. Em escanteio cobrado por Carlos Sánchez, o goleiro saudita saiu mal do gol, não pegou a bola, que sobrou para Luis Suárez tocar para o gol vazio, aos 23 minutos do primeiro tempo. Foi o sexto gol de Suárez em Copas do Mundo, além de ser o primeiro Uruguaio a marcar em três Copas do Mundo diferentes (2010, 2014 e 2018).
Sentado na vantagem
Depois do gol que abriu o placar aos 23 minutos, o Uruguai diminui o ritmo. Não forçou o jogo para ampliar o placar, embora, claramente, fosse superior. O time pareceu poupar energias. Administrou o jogo até o final do primeiro tempo.
Mudanças
O técnico Óscar Tabárez mudou o time no início do segundo tempo, colocando em campo dois jogadores que fizeram ótima temporada na Itália e ainda não tinham entrado. Lucas Torreira, que brilhou pela Sampdoria, entrou no lugar de Matías Vecino, outro que foi bem na temporada na Itália atuando pela Inter. Saiu também Cristian Rodríguez para a entrada de Diego Laxalt, ponta que teve boa temporada no Genoa.
Falta de criatividade
O Uruguai sofre para criar jogadas ofensivas. Com jogadores pelos lados do campo, o time trabalha muito com cruzamentos e conta com a movimentação de Suárez e Cavani para tentar chegar. Cavani, especialmente, tenta dar opções. Mesmo assim, o time careca de melhores de jogadas trabalhadas. Também por isso, o Uruguai tinha dificuldade em controlar o jogo. Ficou pendurado no placar de 1 a 0 até o fim, inclusive fazendo aquela tradicional cera no fim do jogo. Os uruguaios não conseguiam nem arrancar um modesto “UH” das arquibancadas, por aqueles lances que a bola passa perto. Se contentou em ficar no 1 a 0, vencer e se classificar.
Situação no grupo
O Uruguai fecha a fase de grupos contra a Rússia, na segunda-feira, dia 25 de junho, em Samara. Precisará vencer para ficar em primeiro lugar e escapar do líder do Grupo B (que fica entre Espanha e Portugal, possivelmente). Arábia Saudita e Egito, já eliminadas, se enfrentam em Volgogrado, no mesmo dia. Os dois jogos serão às 11h (horário de Brasília).
FICHA TÉCNICA
Uruguai 1×0 Arábia Saudita
Local: Arena Rostov-On-Don, em Rostov-On-Don (RUS)
Árbitro: Clement Danos (FRA)
Gols: Luis Suárez aos 23’/1T (Uruguai)
Cartões amarelos: nenhum
Uruguai
Fernando Muslera; Gustavo Varela, José Giménez, Diego Godín e Martín Cáceres; Carlos Sánchez (Nahitán Nández aos 37’/2T), Matías Vecino (Lucas Torreira aos 14’/2T), Rodrigo Betancur e Cristian Rodríguez (Diego Laxalt aos 14’/2T); Luis Suárez e Edinson Cavani. Técnico: Oscar Tabarez
Arábia Saudita
Mohammed Alowais; Mohammed Alburayk, Osama Hawsawi, Ali Albulayhi e Yasser Al Shahrani; Taiseer Al Jassam (Hussain Al-Mohahwi aos 44’/2T) e Abdullah Otayff; Hatan Bahbri (Mohammed Kanno aos 30’/2T), Salman Al Faraj e Salem Al Dawsari; Fahad Al Muwallad (Mohammed Al Sahlawi aos 33’/2T). Técnico: Juan Antonio Pizzi



