Uruguai 0 x 1 Espanha: Muslera acaba com estratégia celeste e mascara calcanhar de Aquiles da Fúria
Goleiro uruguaio de novo é protagonista negativo e é decisivo em eliminação de seu país
Que noite entregou o jogo entre Uruguai e Espanha nesta sexta-feira (26) em Guadalajara, no México. Pela última rodada do grupo H da Copa do Mundo, a Fúria sofreu para vencer por 1 a 0, resultado só possível graças a outra falha de Fernando Muslera. Foi um jogo de muitos erros técnicos dos dois lados e teve lances por vezes bizarros.
O placar só se movimentou graças ao goleiro uruguaio. Aos 41 minutos do primeiro tempo, Alex Baena chutou de primeira, fraco, um cruzamento de Marcos Llorente. A bola nem veio tão no canto, nem tão rápida, e Muslera não a segurou, espalmando para dentro do gol.
O erro do experiente jogador acabou com o sonho uruguaio na partida e acabou por esconder o quanto a favorita seleção espanhola tem jogado pouco neste Mundial.
Uruguai x Espanha: como foi o jogo
Nos primeiros 40 minutos, o Uruguai foi praticamente perfeito. Havia cedido apenas duas finalizações ao adversário, incomodado em ataques rápidos, chegando a ter uma bomba de Rodrigo Bentancur passando rente ao travessão, e jogadas rápidas para acionar Darwin Núñez, que, na melhor delas, de frente para o gol, tentou calcanhar e perdeu a chance. A Espanha só precisou de um ataque incisivo e marcou.
Foi um segundo tempo estranho. A Celeste Olímpica nem defendia mais tão bem como antes, porque precisava empatar, mas a Espanha não conseguia criar nada. No máximo, pela individualidade de Ferran Torres, teve uma bola no travessão.
O Uruguai se lançou ao ataque, só que pecou nos passes finais. Foram muitos erros técnicos que impediram algo que realmente incomodasse Unai Simón, que trabalhou só em chutes de longe de Mathías Olivera e Nicolás de la Cruz. Uma partida péssima dos dois lados que não merecia ter um vencedor.
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Muslera acabou com chance da seleção uruguaia
É difícil saber como seria a partida se Muslera não tivesse entregado um gol. A estratégia uruguaia, com bloco baixo, dedicação defensiva dos 10 jogadores de linha e movimentos para ocupar a última linha, fosse com Agustín Canobbio recuando como um ala pela direita para acompanhar Marc Cucurella ou Manuel Ugarte afundando como zagueiro pelos ataques de Mikel Merino, era perfeita até o placar ser alterado.
O segundo tempo acabou condicionado por isso. O Uruguai, que teria se classificado com o empate, saiu mais para o ataque e até iniciou bem, mas não o suficiente.
Muslera ficou abatido após o gol e foi substituído logo no intervalo por Sergio Rochet, do Internacional. O goleiro de 40 anos, óbvio, é o maior culpado, tendo falhado também no empate com Cabo Verde. Mas não pode isentar Marcelo Bielsa, que tirou o arqueiro da aposentadoria da seleção uruguaia em março e decidiu colocá-lo como titular.
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Cabo-verdianos aproveitam presentes de goleiro uruguaio e conquistam segundo ponto na história da Copahttps://t.co/3GOjbZ1s9s
Espanhóis ainda não mostram favoritismo na Copa do Mundo
O jogo perfeito uruguaio por 40 minutos também foi condicionado por uma Espanha que tem sido muito aquém nesta Copa. A postura individual dos jogadores, com desatenção e erros técnicos inexplicáveis, é uma das razões.
Na partida com o Uruguai, pelo encaixe individual em Pedri e Rodri, a criação espanhola ficou praticamente anulada. Lamine Yamal não conseguiu ser decisivo, perdendo a maioria dos duelos mano a mano que tentou na partida, algo raro para um ponta driblador e tão decisivo.
A atuação espanhola foi parecida com o que aconteceu na estreia, empate em 0 a 0 com o Cabo Verde, que teve poucas grandes chances claras, como hoje, por um bloco muito baixo de marcação. O único bom tempo da Fúria no Mundial foi a primeira parte com a Arábia Saudita, quando marcou três gols da vitória por 4 a 0, com uma etapa final de administração.
No cenário atual, que ainda pode mudar, a Espanha enfrentaria a Áustria na fase de 16 avos. É uma seleção muito intensa que pode complicar os espanhóis.