Copa do Mundo

Thiago Silva coroou Copa irretocável com o gol do alívio contra a Sérvia

O Brasil está classificado para as oitavas de final e, em três partidas, teve apenas uma falha defensiva, no gol de Zuber, na estreia contra a Suíça. Nos outros 269 minutos, a retaguarda brasileira foi uma rocha. Sintoma disso é que não há uma intervenção impressionante de Alisson para relatar, com exceção de saídas providenciais de gol e o bom posicionamento na cabeçada de Mitrovic, nesta quarta-feira. A dupla de zagueiros faz uma boa Copa do Mundo. Principalmente, Thiago Silva. 

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Thiago Silva encara uma resistência grande e por vezes injusta de parte da crítica e do público. O choro durante as oitavas de final da Copa do Mundo de 2014 ainda o persegue. Se não foi a postura que se esperava de um capitão, esse episódio não deveria definir a carreira de um dos melhores zagueiros da última década. Na Copa América do ano seguinte, outro revés: fez um pênalti bobo nas quartas de final contra o Paraguai e contribuiu para a eliminação. 

O zagueiro do Paris Saint-Germain passou aproximadamente um ano longe da seleção brasileira. Voltou com Tite e foi inicialmente reserva. A zaga foi definida com Miranda e Marquinhos e tudo indicava que seria assim na Copa do Mundo. Nos amistosos de 2018, no entanto, Thiago Silva ganhou a posição. Titular contra Japão, Rússia, Alemanha, Croácia e Áustria, também começou o Mundial entre os onze primeiros. 

Fez uma boa partida contra a Suíça, embora tenha vacilado, junto com o resto do time, no gol de empate. Foi mais uma vez muito sólido contra a Costa Rica e voltou a brilhar contra a Sérvia. O terceiro jogo era um grande desafio para a defesa brasileira, pela imposição física do adversário e a qualidade nas jogadas aéreas. Além de ganhar três duelos pelo alto, cortou diversos cruzamentos e foi muito firme nos desarmes. 

O Brasil sofreu durante 10 ou 15 minutos no segundo tempo. A Sérvia tomou conta do meio-campo e buscou as laterais, principalmente a direita, para cruzar e aproveitar a vantagem física de Mitrovic em relação a Fagner. Thiago Silva ajudou a segurar as pontas nesse período. Na melhor chance sérvia, quando Alisson cortou um cruzamento e Mitrovic pegou o rebote, estava no lugar certo para evitar o gol. E encerrou o sufoco com uma cabeçada certeira. Neymar cobrou escanteio pela esquerda, Miranda fez o corta-luz, e o zagueiro mandou para o fundo das redes: 2 a 0.

O gol apenas coroa uma Copa do Mundo muito boa de Thiago Silva, que inclusive teve a oportunidade de ser capitão novamente, contra a Costa Rica. Não comprometeu na liderança, em um momento emocional complicado do Brasil, e raras vezes compromete tecnicamente. É um baita zagueiro, que não merece ter o rótulo de chorão colado nele. Pode falhar no mata-mata, todos estão sujeito a erros, mas, até agora, ao lado de Miranda, foi essencial para a classificação brasileira à próxima fase do Mundial. 

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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