Copa do Mundo

Testada e aprovada: Inglaterra reage e ganha Mundial sub-17 com brilho

A Inglaterra vivia um bom ano no futebol de base. Isso já era claro, com o título mundial sub-20. E ficou mais claro ainda, com a boa campanha que a seleção sub-17 fazia, eliminando o Brasil com autoridade nas semifinais. Mas se faltava um teste para que os novatos provassem seu valor, ele veio na decisão contra a Espanha. E nele, todos foram aprovados com louvor e distinção: de um 2 a 0 adverso no primeiro tempo, viraram o jogo para 5 a 2, em um segundo tempo primoroso, para chegarem ao esperado título mundial na Índia.

E não se pode dizer que a Inglaterra não tentou. Com alguns segundos de jogo, Rhian Brewster já entrou pela área, passando a bola à direita. Lá estava Moran Gibbs-White, que bateu cruzado para excelente defesa de Álvaro Fernández. Depois, houve cruzamentos de Brewster, aos dois minutos, e Steven Sessegnon, aos quatro, sem alcançar nenhum outro atacante.

Porém, se a Inglaterra atacava pelas pontas, a Espanha não deixava por menos. Ameaçou aos sete minutos: Ferran Torres cruzou da esquerda, e o goleiro Chris Anderson precisou defender em dois tempos, num lance perigoso. E aos 10, os espanhóis fizeram 1 a 0. Juan Miranda cruzou da esquerda, Cesar Gelabert tocou primeiro, e Sergio Gomez desviou a bola perdida na área para abrir o placar.

O jogo seguiu aberto, mas a Espanha passou a dominar. Aos 20 minutos, após passar por Marc Guehi, Gelabert ficou em ótima condição para marcar. Mas Anderson evitou o gol, com ótima defesa. A Inglaterra insistia pelas pontas, sem muito sucesso – aos 21, Sessegnon veio pela direita, fez jogada individual, mas seu chute na diagonal saiu. E aos 31, a Espanha fez o 2 a 0 que parecia lhe encaminhar à vitória. No cruzamento da direita, Gómez conseguiu dominar do lado oposto, antes que a bola saísse. E não só dominou, mas chutou direto – com estilo, sem chances para Anderson – para fazer o seu segundo gol no jogo.

O primeiro tempo estava “quase” resolvido. As aspas ficaram por causa do sinal inglês de que haveria retorno: aos 44, Sessegnon cruzou da direita, e Rhian Brewster, o nome da semifinal, reapareceu para marcar, de cabeça, diminuindo a vantagem espanhola. Ficava a grande expectativa pelo que poderia acontecer no segundo tempo.

Pelo menos para os ingleses, o que aconteceu foi inesquecível. Aos 13 minutos, houve o gol de empate. Em jogada de Brewster pela direita, cruzamento para o meio da área, e Gibbs-White entrou para concluir, empatar e mostrar o talento inglês no torneio.

O jogo estava aberto. Prova disso foi aos 15 minutos, quando Juan Miranda cabeceou para grande defesa de Anderson. Mas a estocada seguinte da Inglaterra foi para provar qual era o grande time deste Mundial Sub-17. Aos 24, Callum Hudson-Odoi cruzou da esquerda, e Phil Foden completou de cabeça, no lado oposto, para o 3 a 2. O gol da virada. O gol comemorado por toda a delegação inglesa.

Mesmo com ainda mais vinte minutos de jogo, a Inglaterra conseguira mudar completamente o clima e a disputa da partida. Mostrava, enfim, a eficiência nas jogadas de ataque, embora sempre tivesse avançado pelas pontas. E numa bola parada, enfim, ganhou a tranquilidade de campeã: em falta, a bola foi mandada para a área, Jonathan Panzo escorou, e Marc Guehi fez 4 a 2, aos 39 minutos. Se restasse qualquer perigo, Foden acabou com ele, marcando o quinto gol aos 43 minutos.

Uma derrota dura no primeiro tempo se transformava numa goleada categórica no segundo. Goleada que valeu o segundo título mundial da Inglaterra na base em 2017. Pode ser que nenhum dos destaques – Brewster, Gibbs-White, Foden – renda um grande jogador na fase adulta. Mas o dia de hoje rendeu uma lembrança eterna aos que estiveram em campo na Índia. Para os ingleses, a mais doce das lembranças.

Brasil consegue o 3º lugar. Ajudado por frango inegável

No primeiro tempo da decisão do 3º lugar, contra Mali, o Brasil sofreu. Correu riscos – como aos 25 minutos, quando a bola sobrou para Mohamed Camara, cujo chute mandou a bola rente à trave esquerda de Gabriel Brazão. Viu erros – como aos 38 minutos – Salam Jiddou dominou a bola após erro de Victor Bobsin na saída de bola. O meio-campista malinês bateu forte, mas Brazão defendeu bem.

Mas no segundo tempo, aos 10 minutos, uma falha inqualificável em Calcutá rendeu o gol. Alanzinho dominou a bola perto da área, mas seu chute saiu fraco. Só que o goleiro Youssouf Koita falhou decisivamente: a bola molhada pela chuva passou por baixo do arqueiro malinês, que amargou um frango no 1 a 0 brasileiro.

E no final, aos 42 minutos, ainda veio o 2 a 0. Com um lançamento em profundidade, Rodrigo Nestor deixou Brenner em ótima posição na área. Da direita, Brenner cruzou, e Yuri Alberto dominou a bola para concluir, fazer 2 a 0 e definir o 3º lugar para a equipe brasileira. Pelo jogo de hoje, placar exagerado. Pela campanha, mais do que justo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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