Suíça 0 (4) x (3) 0 Colômbia: Seleções se anulam em campo, mas Kobel carimba classificação nos pênaltis
Equipes protagonizam confronto de muito estudo e pouca criatividade, decidido apenas na disputa por pênaltis
Em um duelo de propostas parecidas e poucas concessões defensivas, Suíça e Colômbia protagonizaram um dos confrontos mais equilibrados das oitavas de final da Copa do Mundo. No BC Place, em Vancouver, nenhuma das seleções conseguiu impor seu jogo durante os 120 minutos. A forte marcação, a organização sem a bola e o cuidado excessivo nas transições fizeram com que os ataques encontrassem pouquíssimos espaços.
Depois de empate sem gols no tempo regulamentar e também na prorrogação, a decisão foi para os pênaltis. E, como costuma acontecer em jogos assim, um goleiro roubou a cena. Gregor Kobel defendeu a cobrança de Cucho Hernández, viu Davinson Sánchez desperdiçar outra tentativa e comandou a classificação suíça por 4 a 3 na disputa.
A vaga mantém viva uma campanha histórica da seleção europeia, que volta às quartas de final de uma Copa do Mundo depois de mais de sete décadas. Para a Colômbia, fica a sensação de que faltou ousadia em um jogo no qual as duas equipes passaram tempo demais preocupadas em não errar.
HISTORISCH: Wir stehen erstmals seit 72 Jahren im WM-Viertelfinale!!!
UN MOMENT HISTORIQUE : pour la première fois depuis 72 ans, nous sommes en quarts de finale de la Coupe du monde!!!
UN MOMENTO STORICO: Per la prima volta dopo 72 anni siamo ai quarti del Mondiale!!! pic.twitter.com/3nywTqx8Pd— 🇨🇭 Nati (@nati_sfv_asf) July 7, 2026
Suíça x Colômbia: como foi o jogo?
Foi um primeiro tempo de cautela nas saídas de bola e de muita briga pela posse no meio-campo. Com características parecidas, Suíça e Colômbia “se anulavam” no gramado do BC Place: ora uma propunha jogo e acelerava a construção, ora outra tentava tomar as rédeas da partida.
O equilíbrio imperou em uma etapa inicial bastante estudada, bem jogada e com poucas chances de gol. De perigo mesmo só um chute venenoso de Gustavo Puerta — defendido por Gregor Kobel — e uma finalização cruzada de Fabian Riedes — defendida por Camilo Vargas.
Esse equilíbrio continuou no segundo tempo. No entanto, a partida passou a ficar mais “feia” e arrastada. Lentidão, erros técnicos, jogadas picotadas e mais transpiração do que inspiração: 0 a 0 e prorrogação à vista.
No tempo extra, o cansaço bateu para os dois lados, o duelo ficou mais aberto e as chances apareceram. Nada, porém, suficiente para alterar o placar.
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Suíça x Colômbia: pênaltis salvam confronto que ficou devendo no aspecto técnico
Se os 120 minutos deixaram a desejar, a disputa por pênaltis entregou a emoção que faltou durante o restante da noite. A decisão na marca da cal acabou sendo o momento mais marcante de um confronto que prometia muito mais do que efetivamente ofereceu.
Gregor Kobel apareceu quando sua seleção mais precisou. O goleiro suíço defendeu a cobrança de Cucho Hernández e ganhou confiança para conduzir sua equipe até a classificação. Do outro lado, Davinson Sánchez também desperdiçou sua cobrança, enquanto Manuel Akanji foi o único suíço a errar.
Até a prorrogação, porém, o roteiro havia sido outro. O primeiro tempo indicava uma partida de bom nível técnico, com duas equipes organizadas, intensidade sem a bola e boas trocas de passes. Após o intervalo, no entanto, o duelo perdeu qualidade.
Os erros técnicos aumentaram, a circulação ficou lenta e as faltas passaram a interromper constantemente o ritmo da partida. Não por acaso, Suíça e Colômbia protagonizaram o segundo jogo mais faltoso desta Copa do Mundo, com 43 infrações assinaladas, atrás apenas de Haiti 0 x 1 Escócia, que teve 44.
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Suíça quer seguir fazendo história e agora desafia a Argentina
A classificação representa um marco importante para a seleção suíça. A última vez que o país havia alcançado as quartas de final de uma Copa do Mundo foi em 1954, justamente quando sediou o torneio. Desde então, acumulou eliminações precoces e nunca mais conseguiu romper essa barreira.
Agora, a oportunidade de escrever um novo capítulo aparece diante da atual campeã mundial. O próximo adversário será a Argentina, que mais cedo precisou de muita força para derrotar o Egito por 3 a 2, de virada, e garantir vaga entre as oito melhores seleções do torneio.
Em teoria, a Albiceleste chega como favorita pelo talento individual, pela experiência em jogos decisivos e pelo momento vivido por Lionel Messi. Ainda assim, a Suíça mostrou ao longo da competição que sabe competir em alto nível.
Organização defensiva, disciplina tática e capacidade de suportar pressão continuam sendo as principais virtudes da equipe. Se conseguir repetir a consistência sem a bola apresentada diante da Colômbia e encontrar um pouco mais de criatividade no ataque, a seleção europeia terá argumentos para tentar transformar mais uma vez o favoritismo do adversário em mera teoria.