‘Camarote pode ter só água e Doritos’: Greve ameaça atendimento em estádio da Copa do Mundo
Sindicato que representa trabalhadores do SoFi Stadium, em Los Angeles, votou a favor de autorização de greve
A uma semana do início da Copa do Mundo, Fifa e trabalhadores do SoFi Stadium — que receberá a partida de abertura da seleção dos EUA contra o Paraguai — ainda vivem impasse relacionado às condições de trabalho durante o Mundial.
De acordo com o jornal “A Bola”, o sindicato que representa mais de 2000 trabalhadores que atuarão no espaço votou a favor de uma autorização de greve. Isso porque, segundo o periódico, após várias rodadas de negociação, as partes não chegaram a um acordo e as conversas foram interrompidas.
Entre as principais solicitações, o sindicato apela à Federação Internacional para que assuma um compromisso público de que os agentes do Serviço de Imigração e Controle Alfandegário dos Estados Unidos (ICE) não sejam permitidos nos estádios durante o torneio.
O jornal apontou que, até o momento, o pedido não foi atendido. Ainda segundo o “A Bola”, em um comunicado emitido, o sindicato apontou que a solicitação é necessária para evitar riscos à segurança dos trabalhadores.
— Os trabalhadores devem ter o direito de abandonar o trabalho se as autoridades federais de imigração entrarem no estádio e criarem um medo razoável pela sua segurança. Nenhum trabalhador deve ter de escolher entre o seu emprego e a sua liberdade — afirmou o comunicado.
O SoFi Stadium tem previstas oito partidas da Copa do Mundo no local, sendo cinco na fase de grupos, duas na fase de 32 avos de final e uma nas quartas de final.
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Tensão se agrava perto da estreia
Caso a greve tenha início, o atendimento ao público durante os jogos que ocorrem no estádio pode sofrer alterações. Ainda com base no comunicado divulgado à imprensa, em que “A Bola” teve acesso, o sindicato ressaltou que 96% dos trabalhadores votaram a favor da autorização de greve.
— Caixas, lavadores de louça, cozinheiros, barmen, funcionários de pontos de venda de alimentos e pessoal de serviço do SoFi Stadium votaram com 96% a favor de uma autorização de greve, o que significa que os trabalhadores podem abandonar os seus postos de trabalho a qualquer momento se as suas exigências não forem satisfeitas –, detalhou.
— Se formos forçados a fazer greve, aqueles camarotes da FIFA de 100 mil dólares não terão nada além de água engarrafada e Doritos — afirmou Kurt Petersen, copresidente do sindicato UNITE HERE Local 11.
Segundo o periódico português, caso um acordo não seja alinhado, um comitê de trabalhadores decidirá quando a greve será realizada. O sindicato também teria alertado que a Fifa enfrentará um sério problema em caso de greve, uma vez que eventuais trabalhadores substitutos podem não ser credenciados a tempo.
A previsão, de acordo com o “A Bola” é de que as negociações sejam retomadas na próxima segunda-feira (8), antes da estreia entre os Estados Unidos e o Paraguai, no dia 12 de junho.