Além de Messi: Argentina de Scaloni tem fartura no ataque, mas problema sem solução desde 2022
Há meses da Copa de 2026, sobram opções no ataque albiceleste enquanto um setor é dor de cabeça para a Seleção
Faltando menos de um ano para a Copa do Mundo 2026, a seleção Argentina busca afinar os últimos detalhes nos poucos compromissos que restam antes do torneio. Atual campeã do torneio, a equipe comandada por Lionel Scaloni quer conquistar o bicampeonato, mas sabe que não basta repetir a fórmula e os jogadores da edição passada.
Com as Eliminatórias encerradas, a Albiceleste terá apenas alguns amistosos pela frente para ajustar o que é necessário. Nesta sexta-feira (10), a seleção enfrenta a Venezuela, depois Porto Rico, na segunda-feira (13), ambas as partidas acontecerão nos Estados Unidos.
O próprio Scaloni deixou claro que vai utilizar os amistosos para sanar as dúvidas que restam, visando algumas vagas em aberto. Segundo a imprensa local, há uma grande incógnita na cabeça do treinador: a lateral-direita. Por outro lado, a meta tem um nome de confiança e o setor ofensivo, ponto alto da trajetória do título em 2022, ganhou novos nomes promissores, como o jovem Franco Mastantuono, recém-chegado ao Real Madrid.

Setor por setor: Como está a seleção argentina às vésperas da Copa?
Dibu Martinez, peça chave no gol
A seleção argentina não tem com o que se preocupar embaixo das traves. Emiliano Martinez, goleiro do Aston Villa, conquistou a titularidade da posição e se firmou como goleiro da Seleção nos últimos anos. Na Copa de 2022, foi peça chave para a conquista do título, sendo protagonista na prorrogação (ao evitar uma chance clara vinda dos pés de Kolo Muani) e também na disputa de pênaltis.
Se nada de extraordinário acontecer, o arqueiro, que já soma 54 jogos com a camisa albiceleste, será o arqueiro titular na Copa do Mundo do próximo ano. Gerónimo Rulli (Olympique de Marseille) é o reserva imediato da posição, enquanto Walter Benítez (Crystal Palace) e Juan Musso (Atlético de Madrid), devem brigar para ser o terceiro goleiro. Para os amistosos, Scaloni também convocou Facundo Cambeses, do Racing, para testes.

Laterais são a grande preocupação da seleção argentina
Segundo a “ESPN Argentina”, as laterais do campo prometem tirar o sono de Scaloni nos próximos meses. O setor é aquele que teve menos renovação desde o início do ciclo do treinador. Desde que o técnico assumiu a seleção, as opções para o setor direito são praticamente as mesmas: Nahuel Molina, Gonzalo Montiel e Juan Foyth.
Molina vive altos e baixos na seleção argentina, ainda que seja titular no Atlético de Madrid. Já Montiel, atualmente no River Plate, também não é um nome que convence. Por fim, Foyth, que não é unanimidade no Villarreal, nunca se firmou na albiceleste. Definir quem será o dono da posição pode ser o maior desafio para Scaloni até o Mundial de 2026.
Já pelo lado esquerdo, a situação é menos grave. Tagliafico vem bem no Lyon e deve ser o titular, enquanto Acuña, que voltou ao futebol argentino em 2024 e agora defende o River Plate, deve ser opção no banco.
Ainda surgem nomes jovens e promissores como Valentín Barco, que tem ganhado minutos no surpreendente Strasbourg, atual terceiro colocado do Campeonato Francês. Outro que pode ser considerado por Scaloni é Julio Soler, do Bournemouth, quarto colocado e sensação da atual edição da Premier League.

Zaga mantém base campeão, mas passa por mudança
Cristian Romero, pilar defensivo do Tottenham, e Nicolas Otamendi formam a dupla que deu certo na zaga da Argentina nos últimos anos. No entanto, o experiente zagueiro do Benfica já é baixa confirmada na estreia da Albiceleste na Copa do Mundo, visto que foi expulso na última rodada das Eliminatórias.
Scaloni tem como opção Lisandro Martínez, que ocupou a vaga na defesa durante a Copa América de 2024 e tenta retomar seu espaço no Manchester United após grave lesão. Além disso, nomes como Facundo Medina (Olympique de Marseille), Leonardo Balerdi (Olympique de Marseille) e Nehuén Pérez (Porto) também já foram testados na posição, mas ainda não se consolidaram.

Meio-campo da seleção argentina é sinônimo de fartura de talento
Na campanha do título em 2022, o time de Scaloni demonstrou muito talento e personalidade. De Paul (Inter Miami), Enzo Fernández (Chelsea) e Alexis Mac Allister (Liverpool) são as peças-chave de Scaloni, que ainda confia bastante em Leandro Paredes (que voltou ao Boca Juniors recentemente) e Exequiel Palacios (Bayer Leverkusen).
Vale ressaltar que De Paul, chamado de “motorzinho” pelos colegas de Seleção, convive com a desconfiança de parte da mídia e da torcida, após ter tomado a polêmica decisão de trocar a LaLiga pela MLS ao deixar o Atlético de Madrid para se juntar ao clube defendido por Messi nos EUA.
Ainda assim, Scaloni conta com opções que vão além dos já consagrados campeões mundiais. Gio Lo Celso (Real Bétis), Nico Paz (Jovem jogador que tem brilhado no Como de Fábregas) e Giuliano Simeone (Atlético de Madrid) também são opções que agradam o treinador.
Isso sem contar em nomes da nova geração como Ezequiel Fernández (Bayer Leverkusen), Alan Varela (Porto) e Enzo Barrenechea (Aston Villa), que devem ser testados nos amistosos para buscarem a vaga na Copa do Mundo.

Para além de Messi: ataque argentino conta com artilheiros e joia do Real Madrid
Já no ataque, Scaloni tem nomes mais do que consagrados. Obviamente que Lionel Messi segue sendo a estrela principal, mas o setor ainda têm a dupla Julián Álvarez e Lautaro Martínez, artilheiros de Atlético de Madrid e Internazionale, respectivamente.
Franco Mastantuono, que já vem atuando em titular em alguns jogos pelo Real Madrid, é uma ótima opção para uma seleção que perdeu Angel Dí Maria, que se aposentou da seleção recentemente. Há ainda Thiago Almada (Atlético de Madrid), que jogou apenas um jogo da campanha de 2022 e agora chega muito mais consolidado como atleta após brilhar no Botafogo e no Lyon.
Nomes que atuam em equipes consolidadas da Europa, como Nicolás González (Atlético de Madrid), Cláudio Echeverri (Bayer Leverkusen), Alejanndro Garnacho (Chelsea), brigarão por espaço para estarem entre as alternativas.

Se Scaloni quiser dar espaço para outro jovem adquirir experiência no setor – como fez com Almada em 2022 – opções não faltam: Valentín Carboni (Genoa), Facundo Buonanotte (Chelsea) e Matías Soulé (Roma). Há também uma dupla de jogadores mais experientes que sonha com um posto na lista definitiva da albiceleste, um deles bastante conhecido da torcida brasileira: Flaco López (Palmeiras) e Valentín Castellanos (Lázio)



