Copa do Mundo

Ronaldo projeta favoritos ao título da Copa do Mundo e protagonistas da Seleção

Ronaldo comenta chances do Brasil e os principais concorrentes na Copa de 2026

A seleção brasileira terá em novembro seus últimos compromissos em 2025, ano que antecede a Copa do Mundo. Em meio ao processo de conquista da vaga no Mundial e aos confrontos amistosos, muito se viu da equipe nacional: desde a campanha tensa nas Eliminatórias, passando por vitórias que deram ânimo, até mesmo derrotas históricas.

Contudo, apesar do ciclo conflituoso na preparação para a Copa do Mundo de 2026 que gerou desconfianças e dúvidas, Ronaldo Nazário, campeão do mundo em 1994 e 2002 — e que viveu ciclos parecidos ao vivido atualmente na preparação para o torneio –, destacou as impressões sobre o elenco e a importância da nova geração.

— O Brasil tem tudo pra chegar forte em 2026. Para além do peso histórico que a seleção carrega, temos jogadores já consolidados na Europa e outros novos que vêm se destacando. Acredito que o Vini Júnior estará pronto para ser um dos protagonistas, junto a Neymar, Alisson e Casemiro. E que nomes como João Pedro, Estêvão, Savinho e Endrick também podem contribuir muito — afirmou em entrevista à Betfair.

Entre os novos atletas, Ronaldo mencionou João Pedro, Estevão, Savinho e Endrick. Entretanto, na era Carlo Ancelotti, iniciada em maio de 2025, os dois últimos jogadores mencionados ainda não foram convocados pelo italiano. Já entre os veteranos, Neymar também não esteve na lista do treinador.

No caso de Endrick, a situação é ainda mais complicada. Nesta temporada, pelo Real Madrid, o brasileiro ainda não entrou em campo e deve deixar o clube em breve, provavelmente por empréstimo para ter mais tempo de jogo.

Estêvão celebra gol da Seleção
Estêvão celebra gol da Seleção (Foto: @rafaelribeirorio/CBF)

Para além dos jogadores, Fenômeno também destacou as características do técnico Carlo Ancelotti, com quem trabalhou no Milan, nas temporadas 2006/07 e 2007/08.

— Tive a felicidade de trabalhar com Ancelotti no Milan e posso dizer que é um treinador com um conhecimento tático enorme, é um excelente técnico. O que mais me chamou a atenção na época foi a forma como lida com os jogadores. Sabe extrair o melhor de cada um, cria um ambiente de confiança e isso é fundamental em uma Copa do Mundo. Ele conquista o respeito dos atletas, cativa todos e, quando você tem alguém desse nível no comando, a equipe cresce. Com ele, o Brasil ganha muito em organização, disciplina tática e também em gestão de grupo — explica.

Ronaldo-Fenomeno-Carlo-Ancelotti
Carlo Ancelotti.e Ronaldo no Milan (Foto: Imago)

Para Ronaldo, ainda é difícil cravar a seleção favorita ao título, mas ele selecionou as equipes que devem chegar fortes ao Mundial.

— A França tem um elenco com vários craques e Dembélé, atual melhor jogador do mundo, chega com mais experiência para esta Copa e pode dar muito trabalho. A Argentina, atual campeã, segue como pedra no sapato – é sempre um adversário difícil, com vários jogadores que atuam em alto nível na Europa e, claro, Messi, um dos melhores de todos os tempos. Vejo a Espanha um pouco atrás, mas também com grande favoritismo e jovens promessas como o Lamine Yamal e Pedri — avaliou.

Tetra pelo Brasil confia em ‘presságio’ para Copa de 2026

Titular na geração do tetra, Mauro Silva aposta que as coincidências no momento vivido pelo Brasil antes da Copa de 2026 podem ser um presságio. Para o ex-jogador, os 24 anos de jejum de títulos mundiais do Brasil, situação semelhante a vivida em 94, podem ser motivos para esperança no torcedor.

— Ganhar uma Copa do Mundo é uma competição muito dura, muito difícil, tem que ter a melhor preparação possível, tentar controlar todos os detalhes, ter um time muito robusto, muito compacto. [Serão] 24 anos de novo sem ganhar uma Copa, voltando para os Estados Unidos, quem sabe seja o presságio aí de uma conquista — afirmou o ex-volante em entrevista exclusiva à Trivela durante o evento “Jogando Junto pelo Unicef”.

Para Mauro, independentemente do tempo sem títulos mundiais, a seleção brasileira joga com uma enorme pressão. Contudo, ele destaca que a preparação fará a diferença, mas que o Brasil precisa de ‘cabeça fria’ para ter uma performance adequada.

— Não tem jeito, o Brasil sempre vai estar pressionado pela história do futebol brasileiro. Claro que 24 anos pesam muito, mas eu acho que é com serenidade, tranquilidade, cabeça fria, para você poder ter uma performance adequada. É difícil, é um desafio que o Brasil tem esse jejum. É aproveitar esse clima dos Estados Unidos, essa lembrança tão boa [de 1994] para tentar conquistar esse título — explicou.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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