Copa do Mundo

Reunimos dez golaços em finais de Copa do Mundo para você escolher seu favorito

Final da Copa do Mundo. O ápice do futebol. O jogo que acontece a cada quatro anos e determina grandes heróis e grandes vilões, seleções históricas ou fracassadas (e, algumas vezes, as duas coisas ao mesmo tempo). Geralmente com muita tensão, os jogadores nos exibem o futebol mais vistoso, mais ofensivo, mais bem jogado. Digamos que a decisão do Mundial não é muito pródiga em gols bonitos. Mas, mesmo assim, reunimos dez que se destacaram por esse aspecto para você escolher o seu favorito, torcendo para que, no domingo, França e Croácia acrescentem alguns a esta lista.

1938: Itália 4 x 2 Hungria, no Estádio de Colombes, em Paris (FRA) – Silvio Piola

É um pouco difícil identificar beleza nos gols das Copas do Mundo anteriores à Segunda Guerra Mundial porque os registros de imagens são bem rudimentares. No entanto, em 1938, Silvio Piola completou uma jogada coletiva bem bacana da Itália para fazer 2 a 1 contra a Hungria. Parecia uma certa seleção, tocando bola de pé em pé dentro da área em vez de bater pro gol. Até que Piola perdeu a paciência e empurrou para as redes.

1958: Brasil 5 x 2 Suécia, no Estádio Rasunda, em Solna (SUE) – Nies Liedholm

A grande Suécia de Gunnar Gren e Nils Liedholm abriu o placar contra o Brasil, na decisão da Copa do Mundo de 1958. Liedholm marcou o tento com uma bela jogada. Deu dois cortes na entrada da área antes de desferir o chute com a perna direita. Mas, para a tristeza dos donos da casa, não adiantou muita coisa.

1958: Brasil 5 x 2 Suécia, no Estádio Rasunda, em Solna (SUE) – Nies Liedholm

Porque no outro lado do ringue tinha um tal de Garrincha, que deu passe pros dois gols de Vavá, e um tal de Pelé. Aos 10 minutos do segundo tempo, Pelé dominou, deu um chapéu na marcação e mandou no canto, sem deixar a bola cair no chão.

1962: Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia, no Estádio Nacional de Santiago (CHI) – Amarildo

Amarildo teve a dura missão de substituir Pelé na Copa do Mundo de 1962. E a cumpriu com muita competência. Na decisão contra a Tchecoslováquia, empatou a partida com um belo gol pela ponta esquerda. Deu o drible e, quase sem ângulo, bateu direto para o gol. Parece ter sido sem querer, mas o jogador, mais tarde, disse que foi avisado pelo preparador físico Paulo Amaral que o goleiro Viliam Schrojf tinha o costume de sair do gol para interceptar cruzamentos. Ficou com isso em mente e, quando o espaço apareceu, ele mandou a bola para a rede.

1970: Brasil 4 x 1 Itália, no Estádio Azteca, na Cidade do México (MEX) – Gerson

Muito se fala do gol de Carlos Alberto, que fechou a goleada brasileira, mas o de Gerson, o segundo brasileiro naquela partida, também foi muito bonito. O Canhotinha dominou com a….bem, com a canhotinha, deu um drible e soltou um belo chute cruzado.

1970: Brasil 4 x 1 Itália, no Estádio Azteca, na Cidade do México (MEX) – Carlos Alberto

Muito se fala do gol de Carlos Alberto porque foi um baita golaço mesmo.

1982: Itália 3 x 1 Alemanha Ocidental, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri – Marco Tardelli

Um gol parecido com o de Gerson: Tardelli dominou com o pé direito já abrindo o ângulo para emendar o cruzado de esquerda. E ainda caiu no chão após a finalização, para dar aquele ar dramático ao segundo gol italiano na decisão de 1982.

1986: Argentina 3 x 2 Alemanha Ocidental, no Estádio Azteca, na Cidade do México (MEX) – Burruchaga

Veja o passe de Maradona para Burruchaga. E veja de novo. E de novo. E de novo, e de novo.

2002: Brasil 2 x 0 Alemanha, no Estádio Internacional de Yokohama, no Japão – Ronaldo

A arrancada do Kleberson. O passe do Kleberson. O corta-luz de Rivaldo. A tacada de sinuca de Ronaldo: Brasil pentacampeão.

2014: Alemanha 1 x 0 Argentina, no Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (BRA) – Mario Götze

Exige técnica fazer o que Mario Götze fez. O passe saiu da esquerda, o alemão matou no peito, dentro da área, e emendou um chute cruzado com a perna esquerda, sem deixar a bola cair no chão. E foi o único gol da decisão da Copa do Mundo de 2014.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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