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Portugal e Cristiano Ronaldo conquistam a chance de continuar fazendo história na Rússia

Conquistar a Eurocopa foi um feito histórico para a seleção portuguesa, cuja trajetória transita entre o segundo patamar e a esperança que advém de grandes craques ou de gerações promissoras. O atual time tem bastante do primeiro e um pouco do segundo, combinação que leva Portugal a disputar sua sétima Copa do Mundo. A vaga foi selada nesta terça-feira, com vitória por 2 a 0 sobre a Suíça.

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Em um grupo fácil, Portugal fez o que se espera do atual campeão europeu. Ganhou todas, contra Hungria, Ilhas Faroe, Letônia e Andorra, e perdeu apenas o duelo fora de casa contra os suíços, que também merecem todos os elogios por chegarem à última rodada com nove vitórias em nove rodadas. Têm todas as possibilidades de vencerem a repescagem, mas a realidade é dura: o 100% de aproveitamento foi quebrado apenas na última rodada e, mesmo assim, não conseguiram classificação direta para o Mundial.

Pesou o saldo de gols. Portugal marcou 32 e sofreu apenas quatro. A goleada por 6 a 0 sobre Andorra, na segunda rodada, foi crucial, uma vez que a Suíça venceu seus encontros contra esta seleção por apenas 2 a 1 e 3 a 0. A matemática dizia que bastava aos portugueses vencerem em casa para ficarem na primeira posição e foi isso que eles fizeram.

A outra boa notícia é que, como na decisão da Eurocopa contra a França, quando ele foi desfalque por lesão, Portugal conseguiu ser competitivo em um jogo decisivo mesmo sem uma grande atuação de Cristiano Ronaldo. Sua liderança técnica ainda é evidente: 15 gols em nove partidas nas Eliminatórias Europeias. Mas surgem mais companheiros de qualidade para dividir o fardo com ele.

Um deles é André Silva, atacante de 21 anos que foi contratado pelo Milan nesta temporada. Ainda longe do produto final, o jovem mostra bastante potencial e, se Ronaldo marcou 15 vezes na campanha, André Silva marcou nove e é o quarto maior artilheiro da Eliminatória Europeia, atrás do companheiro, de Lewandowski e de Lukaku. Contra a Suíça, completou uma bela jogada coletiva de Portugal para fazer o segundo gol, que praticamente garantiu sua seleção na Rússia.

A Suíça começou bem a partida, encurralando Portugal no seu campo de defesa, mas sem criar chances muito claras de gol. Os donos da casa começaram a equilibrar as ações. Bernardo Silva teve boa oportunidade ao receber passe de Moutinho, pela esquerda. Mas foi Djourou quem abriu o placar. Contra. André Silva ampliou, no começo do segundo tempo, e Bernardo Silva teve a oportunidade de fazer o terceiro, mas demorou para decidir a jogada.

A melhor campanha de Portugal foi o terceiro lugar de 1966, quando tinha Eusébio liderando a linha de frente. Chegou perto quarenta anos depois, sob o comando de Felipão, com Figo e um jovem Cristiano Ronaldo. Depois de fazer uma campanha única na Eurocopa, os portugueses conquistaram a chance de fazer história novamente. Desta vez na Copa do Mundo.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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