Copa do Mundo

Nacionalidade é um conceito maior e mais complicado do a seleção que o jogador defende

Com as fronteiras cada vez mais insuficientes para definir identidade nacional, como fazer para manter as disputas de seleções?

O homem não é escravo nem de sua raça, nem de sua língua, nem de sua religião nem do curso dos rios nem da direção das cadeias de montanhas. Uma grande agregação de homens, sã de espírito e quente de coração, cria uma consciência moral que se chama nação. Tanto que esta consciência moral prova sua força pelos sacrifícios que exige a abdicação do indivíduo em proveito de uma comunidade, ela é legítima, ela tem o direito de existir.

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O trecho acima é um trecho do final do texto “O que é uma nação”, do francês Ernest Renan. Foi escrito em 1882, quando já existia a Football Association (FA), a primeira federação de futebol do mundo, e quando já era disputado o primeiro torneio oficial de clubes do mundo, a FA Cup, criada em 1872. A primeira liga nacional do mundo só seria criada seis anos depois do texto, em 1888, com a Football League, a primeira versão do Campeonato Inglês como conhecemos atualmente. Desde essa época, no século 19, falar sobre nacionalidade é uma questão complexa. Com o mundo se integrando cada vez mais e tornando-se globalizado, a linha que define a nacionalidade ficou ainda mais tênue.

O futebol é parte de um mundo globalizado, que faz do Brasil um mercado consumidor da Premier League inglesa, da Bundesliga alemã, de La Liga espanhola, da Serie A italiana, da Champions League europeia. Em um mundo onde os transportes se tornaram mais acessíveis, imigração tornou-se comum e, mais do que isso, necessária. A Europa tornou-se um bloco com a União Europeia, fazendo com que as fronteiras desenhadas nos mapas políticos tenham ainda menos importância.

Vimos tornar-se corriqueiro alguns dos grandes times europeus entrarem em campo com seleções com uma coleção de nacionalidades, sem ter nenhum jogador do país do primeiro time. Acontece atualmente com o Benfica, em Portugal, mas já aconteceu com a Internazionale, na Itália, e o Arsenal, na Inglaterra. O futebol de seleções está inserido nesse futebol com um caldo de nacionalidades. É nesse cenário que, uma vez por mês, mais ou menos, as seleções são convocadas para jogos entre si. Como definir a nacionalidade em um contexto como esse?

Quem quer um passaporte?

Um dos questionamentos que surgem em épocas de torneios de seleções é sobre as naturalizações. É comum vermos um jogador naturalizado em seleções diversas, seja onde for. Sempre se lembra dos brasileiros naturalizados por outras seleções, como já vimos em diversas Copas do Mundo. Em 2014, vimos dois brasileiros defenderem uma seleção estrangeira no próprio território brasileiro: Thiago Motta, a Itália, e Diego Costa, a Espanha. A primeira reação de muitos é criticar essas “contratações” dos jogadores em futebol de seleções.

Há dois fatores aí que precisam ser considerados. Em um deles, de fato a escolha do país a se defender no futebol internacional tornou-se um negócio e, mais do que isso, uma oportunidade de carreira. Escolher um país onde se tenha chance de jogar, e não aquele que é o seu país de origem, é uma forma de ter chance, por exemplo, de disputar uma Copa do Mundo.

Marcos Senna tornou-se um jogador-chave da Espanha ao defender o país em 2008, quando os espanhóis entraram para o grupo de potências do futebol mundial. Ele jogava no Villarreal desde 2002 e, ao completar cinco anos morando no país, ganhou o passaporte espanhol. Não tinha defendido a seleção brasileira. Ganhou a chance na Espanha, foi titular e fundamental ao time campeão europeu. Marcos Senna tinha 26 anos quando foi chamado pela primeira vez e foi campeão europeu aos 28. Aproveitou uma chance para entrar para a história.

Mauro Camoranesi é argentino, nasceu em Tandil. Começou a carreira em 1995 e em 2000 foi para a Itália defender o Verona. Tinha 24 anos. Fez história no futebol italiano, especialmente a partir de 2002, quando foi defender a Juventus. Tinha direito ao passaporte italiano por ter um bisavô italiano. Em 2003, foi convocado pela primeira vez. Jogou a Copa do Mundo de 2006 pela Itália e foi campeão do mundo. Depois de ser campeão do mundo, ainda em campo, ele gritou para uma câmera: “Para lós pibes del barrio” (“Para as crianças do bairro”). Depois, ele deu entrevista ao jornal italiano La Stampa para comentar as declarações. “Eu me sinto argentino, mas eu defendi as cores da Itália, que está no meu sangue, com dignidade. Isso é algo que ninguém pode me tirar”, disse. Encerrou a carreira em 2014, aos 38 anos, no Racing, na Argentina.

Mais recentemente, a grande polêmica antes da Copa do Mundo foi Diego Costa. Convocado por Felipão para dois amistosos em outubro de 2012, jogou poucos minutos e acabou não sendo mais chamado. Em 2013, completou cinco anos morando na Espanha e ganhou passaporte do país. Como só tinha defendido o Brasil em amistosos, a regra da Fifa permitia que o jogador defendesse outro país. O técnico Vicente Del Bosque conversou com ele e o atacante, então no Atlético de Madrid, escolheu defender a Espanha. Veio ao Brasil para a Copa do Mundo no país natal para defender a Roja. Foi duramente criticado por Felipão, que chegou a o convocar apenas para impedir que ele se naturalizasse espanhol, mas o jogador recusou e acabou mesmo defendendo a Espanha.

Outro jogador que foi vaiado na Copa foi Thiago Motta, da Itália. Nascido em São Bernardo do Campo, começou a carreira no Juventus, clube que fica no tradicional bairro da Mooca, em São Paulo, conhecido por suas origens italianas. De lá, foi para o Barcelona. Por ter ascendência italiana, tem direito à nacionalidade do país. Em 2003, porém, ele fazia parte da seleção brasileira que foi para a Copa Ouro, o torneio de seleções da América do Norte, que o Brasil jogou como convidado. Ele não foi mais convocado e quis tornar-se elegível para a Itália. Foi preciso uma autorização da Fifa, porque a Copa Ouro era um torneio oficial, ainda que o Brasil tenha enviado um time sub-23, que é considerado um time de base. Autorizado, passou a defender a Itália em 2011 e jogou a Eurocopa 2012 e a Copa 2014.

Casos como esse suscitam discussões sobre o “mercado” de nacionalidades e que a Fifa deveria restringir a naturalização. Um problema que a Fifa de fato não consegue agir bem, mas também vive um dilema. Como lidar com um conceito tão vago como nacionalidade, sendo que os países têm regras tão diferentes entre si para definir quem tem direito à nacionalidade?

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O conceito de nacionalidade

Definir quem é de uma determinada nacionalidade é bastante complicado. Há várias tentativas de se fazer isso usando conceitos mais duros, por assim dizer, como etnia, língua e religião. Essa é uma questão de Ernest Renan já tratou em 1882 quando tentou definir o que é uma nação.

A verdade é que não há raça pura e que fazer repousar a política sobre a análise etnográfica é fazê-la exprimir-se sobre uma quimera. Os mais nobres países, a Inglaterra, a França, a Itália, são aqueles onde o sangue é o mais misturado. A Alemanha representa, a esse respeito, uma exceção? Ela é um país germânico puro? Que ilusão! Todo o sul foi gaulês.Todo o leste, a partir do Elba, é eslavo. E as partes que pretendemos realmente puras, elas o são na verdade? Tocamos aqui em um dos problemas sobre os quais importa, o mais possível, tornar as idéias claras e prevenir os mal-entendidos.
(Ernest Renan, “O que é uma nação?”, 1882)

Como Ernst Renan argumenta, a discussão sobre raça é interminável, porque há dois sentidos que estão completamente separados na história. O primeiro é zoológico, onde se separa através da biologia; o outro é a separação pela língua, que é uma construção inteiramente cultural. A construção de uma identidade a partir da língua é um fato de dezenas de milhares de anos, enquanto a formação biológica de raça é de milhões de anos anteriores. E são absolutamente distintos um do outro, o que não cria nenhuma unidade de tempo que torne uma só raça, ou uma só identidade.

A raça, como a entendemos – nós historiadores – é, então, alguma coisa que se faz e se desfaz. O estudo da raça é capital para o sábio que se ocupa da história da humanidade. Ele não tem aplicação na política. A consciência instintiva que presidiu a confecção do mapa da Europa não considerou de nenhuma forma a raça, e as primeiras nações da Europa são nações de sangue essencialmente misturado.
(Ernest Renan, “O que é uma nação?”, 1882)

Traçar as linhas da nacionalidade pela língua também é um caminho perigoso. Não são poucos os países que tem em si línguas diferentes. A Suíça, por exemplo, tem três línguas dentro do seu território; a Bélgica tem duas línguas; a Espanha tem ao menos seis línguas distintas (espanhol, catalão, valenciano, galego, basco e aranês) e está sob um mesmo país. Isso sem falar nos países africanos, que também possuem duas ou até mais línguas oficiais. A língua, então, parece um elemento frágil para tentar definir o que é ou não é uma nação.

A importância política que atribuímos às línguas vêm do fato de as olharmos como signos da raça. Nada de mais falso. A Prússia, onde não se fala mais que o alemão, falava eslavo há alguns séculos; o País de Gales fala inglês; a Gália e a Espanha falam o idioma primitivo da Alba Longa; o Egito fala árabe; os exemplos são inumeráveis. Mesmo nas origens, a similitude da língua não implicava a similitude da raça.
(Ernest Renan, “O que é uma nação?”, 1882)

O que faz, então, uma nação?

O conceito que define uma nação é, como se vê, bastante difícil de definir claramente. Mais do que isso, é um conceito que muda com o tempo. Em termos históricos, em determinado momento o que definia quem era parte da nação era a religião; em outros momentos, a organização territorial. Como mostrado por Ernest Renan, lá ainda no século 19, o conceito de nacionalidade é um consenso de pessoas que fazem parte de um grupo. O conceito de nacionalidade é cultural, basicamente. Tanto que as regras de nacionalização variam de lugar para lugar.

Há países que são bastante rigorosos no processo de naturalização. A Holanda, por exemplo, exige que aqueles que não fazem parte da União Europeia façam um teste na embaixada holandesa do seu país de origem antes de viajar à Holanda. É preciso fazer um curso preparatório de 300 horas. A prova traz questões sobre a língua e a sociedade holandesa.  Na Alemanha, é preciso comprovar conhecimento da língua, do sistema político e legal. É preciso também um teste sobre a geografia do país. O teste é tão rigoroso que alguns dizem que se os alemães natos fossem obrigados a fazer o teste, muitos seriam reprovados.

Testes e provas sobre a língua e a sociedade do país são comuns quando se fala em naturalização, mas o conceito de nacionalidade vai além. O Brasil, por exemplo, define quem é brasileiro de duas formas: quem nasce no país, que automaticamente recebe a nacionalidade, e quem nasce no exterior, mas é filho de brasileiros. Na Alemanha, porém, nascer no país não é suficiente. Há pessoas de nacionalidade turca que nasceram na Alemanha, mas por serem filhos de pai e mãe turca, não têm direito à nacionalidade do país. Em muitos casos, há nacionalidade dividida, como o famoso caso dos irmãos Kevin-Prince e Jérôme Boateng, que defendem seleções diferentes. Ambos nasceram na Alemanha, mas têm origem ganesa e poderiam optar por defender qualquer um dos dois países.

No passado, uma herança de glória e de nostalgias a partilhar, no futuro um mesmo programa a realizar; ter sofrido, ter sido feliz, esperado conjuntamente, eis o que vai melhor que limites comuns e fronteiras conformes às ideias estratégicas; eis o que compreendemos, malgrado as diversidades da raça e da língua. Eu disse há pouco: “ter sofrido conjuntamente”; sim, o sofrimento em comum une mais que a ventura. Em matéria de lembranças nacionais, os lutos valem mais que os triunfos, pois eles impõem deveres, eles comandam o esforço em comum.

Uma nação é, então, uma grande solidariedade, constituída pelo sentimento dos sacrifícios que fizeram e daqueles que estão dispostos a fazer ainda. Ela supõe um passado; ela se resume, portanto, no presente por um fato tangível: o consentimento, o desejo claramente exprimido de continuar a vida comum. A existência de uma nação é (perdoem-me esta metáfora) um plebiscito de todos os dias, como a existência do indivíduo é uma afirmação perpétua da vida.
(Ernest Renan, “O que é uma nação?”, 1882)

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A Fifa não pode ser maior que a soberania do país

Um dos problemas para que a Fifa defina os conceitos de nacionalidade é que ela não pode interferir nas leis dos países – e nem deveria, cá entre nós. Isso significa, na prática, o seguinte: se o país concede a nacionalidade ao indivíduo, a Fifa não tem autoridade para impedi-lo de jogar por essa seleção. Para todos os efeitos, inclusive legais, o cidadão naturalizado não pode ser diferenciado do nato. Então, como a Fifa impediria um jogador de defender a seleção, se ele tem o passaporte do país? Bom, há algumas regras.

A Fifa precisa regular para que não haja bagunça. Uma das formas de fazer isso foi estabelecer que um jogador que já defendeu um país não possa defender outro. Com isso, um jogador que era convocado por uma seleção de base não poderia jogar por mais nenhuma seleção. Isso mudou. A Fifa passou a permitir que os jogadores que defenderam seleções de base por um país optem por outro país na seleção principal. Isso porque as seleções mais fortes usavam sua força de convencimento para convocar jogadores com passaporte para prendê-los ao país.

Na prática, é fácil exemplificar. A França é um dos países de mais forte imigração. Argelinos, tunisianos, marroquinos e muitos dos países africanos imigram para a França. Com isso, muitos franceses de nascimento têm origem em outro país. Começam defendendo a França nas categorias de base, mas optam por defender o país dos seus pais no principal. Difícil condená-los por isso. Quem vive na França com o rótulo de argelino desde cedo, mesmo sequer conhecendo a Argélia, só por ser filho de imigrantes, pode se sentir mais argelino do que francês. E, mais do que a questão legal, que lhe dá a nacionalidade, existe a questão pessoal. Defender o país de suas origens, dos seus pais ou avós, é uma forma de estabelecimento de identidade.

O caso Kosovo. Kosovo não é um país reconhecido internacionalmente e sequer possui uma seleção, mas muitos jogadores se identificam como kosovares – Xherdan Shaqiri, do Bayern de Munique, por exemplo. Há casos ainda como o do garoto Adnan Januzaj, do Manchester United. Nascido na Bélgica, ele tem ascendência kosovar por parte dos pais, que tem etnia albanesa. Ou seja: só aí, já são três nacionalidades que ele poderia defender automaticamente.

Os filhos de Mazinho. Thiago Alcântara nasceu em Bari, na Itália. Passou a infância no Brasil, onde jogou nas categorias de base no Flamengo. Depois, adolescente, foi para a Espanha, onde o pai, Mazinho jogava. Foi lá que começou a defender as categorias de base do Barcelona e fez a sua carreira como jogador de futebol. Foi convocado para as seleções de base da Espanha e disse que optar por defender a seleção espanhola foi algo natural. O pai, que queria que ele defendesse o Brasil, declarou que a CBF o ignorou. O filho mais novo, Rafinha, também das categorias de base do Barcelona, optou por defender o Brasil – a CBF procurou o jogador depois do sucesso do irmão. Ele defende atualmente a seleção sub-21 do Brasil. Criado na Espanha, ele poderia defender o país que o abrigou e onde se desenvolveu como jogador.

Jorginho, o ítalo-brasileiro. Definir qual é a nacionalidade de alguém pode ser algo bastante arbitrário. Por isso, é preciso deixar alguma flexibilidade. Um caso que exemplifica essa dificuldade está sendo vivido neste momento na Itália. O meio-campista Jorginho é nascido em Imbituba, no Brasil. Foi para a Itália aos 15 anos de idade e foi lá que começou nas categorias de base do Verona. Se profissionalizou e tornou-se um dos principais jogadores do time. Atualmente no Napoli, tem ascendência italiana e também receberá o direito de nacionalidade pelo tempo morando na Itália. Já é cotado para defender o país, aos 22 anos. Não descarta defender o Brasil, seu país natal, mas Jorginho é um jogador formado na Itália, que vive a cultura italiana há muitos anos. Com o passaporte em mãos, terá o direito de escolher quais dos países quer defender. E ninguém poderá condená-lo por escolher a Itália, mesmo não sendo o seu país de nascimento.

O caso Reino Unido. Na contramão disso tudo, há o caso do Reino Unido. Escoceses, galeses, norte-irlandeses e ingleses são todos britânicos, em termos de nacionalidade. No futebol, por razões históricas, cada uma dessas nações representa um time diferente, mesmo que, tecnicamente, sejam parte de um mesmo país. Isso porque as nações nasceram para o futebol antes do futebol de seleções nascer como entendemos hoje. E por essa particularidade, há um acordo entre os países para que um não roube jogadores do outro. Ou seja: um jogador nascido na Escócia pode, teoricamente, defender a Inglaterra se quiser (e vice-versa). Então, para que um jogador nascido em uma das nações defenda a outra, é preciso da aprovação de todos os membros do Reino Unido. Falamos um pouco sobre isso no especial sobre a independência da Escócia, que poderia mudar um pouco essa questão.

A Fifa tenta regular o jogo de seleções para impedir que os casos de dupla nacionalidade causem danos ao esporte. A entidade foi leniente até os anos 1970, quando era possível um jogador defender um país em uma Copa do Mundo e outro país na Copa do Mundo seguinte. Aconteceu isso com o jogador José Altafini, conhecido por aqui como Mazola. Jogou pelo Palmeiras no Brasil e foi atacante da seleção brasileira na Copa de 1958, sagrando-se campeão. Em 1962, defendeu a Itália, onde jogava desde 1958. A Fifa atualmente impede que esse tipo de coisa aconteça.

Atualmente, é possível que um jogador atue por uma seleção nas categorias de base e por outra na principal. Mais do que isso, é possível que ele jogue em uma partida amistosa por uma seleção, mas jogue a partida oficial por outra seleção. Isso impede que seleções marquem o jogador o convocando para um dos muitos amistosos sem importância para nunca mais chamá-lo. Foi essa regra que permitiu Diego Costa jogar por outra seleção depois de disputar um amistoso pelo Brasil. Assim como o conceito de nacionalidade, essa regra ainda deve mudar e será permanentemente discutida. O que devemos tomar cuidado é para não engessar demais o processo que define uma nacionalidade no futebol, quando o mundo mesmo não sabe exatamente onde traçar a linha que define essa questão.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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