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Mesmo no caldeirão em Belfast, o sonho da Irlanda do Norte se distancia com a vitória da Suíça

A Irlanda do Norte alimenta fortemente suas esperanças de retornar à Copa do Mundo após 32 anos. O Windsor Park, em Belfast, se adornou para o primeiro jogo decisivo da repescagem, contra a Suíça. A torcida estava inflamada, as bandeiras verdes e prateadas se espalhavam pelas arquibancadas. Mas a frustração foi geral entre os norte-irlandeses. Os suíços voltam para casa com uma importantíssima vitória por 1 a 0, que os deixa em excelente situação para o reencontro na Basileia, no próximo domingo. E a boa atuação dos visitantes acaba eclipsada pela influência do árbitro, responsável direto pelo pênalti que permitiu o gol solitário de Ricardo Rodríguez.

Em um jogo entre duas equipes que possuem seus principais predicados na defesa, era de se esperar um encontro mais truncado. A Irlanda do Norte até começou melhor a noite, mas logo a Suíça tomaria o controle, criando as melhores oportunidades. Granit Xhaka levou perigo duas vezes em chutes de longe, enquanto o goleiro Michael McGovern realizou uma defesaça aos 17, em arremate cruzado de Haris Seferovic. Todavia, o ritmo do jogo cairia na sequência da primeira etapa. Os suíços ainda tinham o domínio das ações, mas sem ameaçar.

Na volta do segundo tempo, a Suíça veio outra atitude. Passou a bombardear a área da Irlanda do Norte, procurando uma brecha, mas não concluía as jogadas da melhor maneira. E aos 11 minutos aconteceu o lance capital. Xherdan Shaqiri chutou e a bola bateu no braço de Corry Evans, colado ao corpo. O lance não deveria resultar em penalidade, mas o árbitro Ovidiu Hategan assinalou. Na cobrança, Ricardo Rodriguez não teve problemas para balançar as redes, deixando os visitantes na dianteira.

Depois do gol, a Suíça ainda criaria mais algumas chances, antes de se resguardar nos 20 minutos finais. A Irlanda do Norte adotou uma postura mais ofensiva e se impunha no campo de ataque, tentando abrir uma brecha no ferrolho. Tinha problemas para se aproximar da meta de Yann Sommer. Já a arbitragem continuou sem satisfazer ninguém. Os norte-irlandeses ainda reclamaram de um pênalti, enquanto os suíços tiveram impedimentos mal marcados em seu ataque. Ao apito final, as reclamações eram óbvias.

Com um time mais experimentado e mais alternativas em seu elenco, a Suíça partia como favorita ao confronto, sobretudo pelo desempenho que teve na fase de grupos, caindo apenas na rodada final durante o confronto direto com Portugal. E a vitória em Belfast oferece um cenário bastante tranquilo na Basileia. A Irlanda do Norte costuma ser uma equipe complicada de se enfrentar. Mas o sonho de retornar ao Mundial parece mais distante, quando nem mesmo o fervor em Belfast adiantou.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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