Copa do Mundo 2026

Apesar de triunfo, Marrocos precisa aprender lição com urgência na Copa do Mundo

Marrocos venceu a Escócia por 1 x 0, mas tremeu até o apito final por não saber administrar a vantagem. As lições urgentes que os Leões do Atlas precisam tirar antes do mata-mata da Copa do Mundo 2026.

Com a vitória sobre a Escócia por 1 a 0 nesta sexta-feira (19) em Boston, o Marrocos basicamente confirmou uma vaga no mata-mata da Copa do Mundo 2026. Apesar de ter vencido liderando o placar por mais de 90 minutos, a equipe de Mohamed Ouahbi deve tomar uma lição.

A cena após o fim do jogo diz muito. Alguns segundos após o apito final do confronto, o zagueiro Issa Diop deu uma enorme bronca em seu companheiro Samir El Mourabet no círculo central. Definitivamente, não são as imagens que costumam seguir uma vitória.

O final de partida foi particularmente tenso, com os marroquinos por pouco não cedendo o empate nos minutos finais. O chute de Scott McTominay no lado de fora da trave, o contato do meia do Napoli com Neil El Aynaoui na área e a cabeçada de Lyndon Dykes: todos esses lances poderiam ter dado um rumo bem diferente ao confronto e os marroquinos teriam saído da partida frustrados e cheios de arrependimentos.

Como chegaram a isso se já estavam na frente do placar após apenas 1 minuto e 10 segundos?

Falta de eficiência de Marrocos quase custou caro

Dado o número de chances que criaram, os Leões do Atlas claramente não deveriam ter que viver um final de partida tão angustiante.

El Aynaoui e, principalmente, Bilal El Khannouss tiveram chances para ampliar o placar no primeiro tempo, mas mandaram por cima.

Após o intervalo, o mesmo aconteceu com Ismael Saibari — autor do gol de abertura em menos de dois minutos — cujo chute foi desviado para a trave, e com a cabeçada de El Khannouss, milagrosamente defendida por Angus Gunn.

Ao optar por uma jogada individual, Brahim Díaz fez a escolha errada mais tarde dentro da área, o que deixou Saibari, sozinho pela esquerda, completamente transtornado.

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Ritmo de Marrocos caiu

Contra o Brasil, Marrocos imprimiu um ritmo muito forte nos 30 minutos iniciais antes de cair de nível e sofrer. Contra a Escócia, o mesmo roteiro se repetiu.

Os homens de Mohamed Ouahbi dominaram amplamente o adversário no primeiro tempo, e foi preciso esperar os últimos minutos antes do intervalo para ver a primeira situação escocesa de perigo, com o cruzamento de Andy Robertson sendo mal aproveitado por John McGinn.

No segundo tempo, porém, os marroquinos foram progressivamente perdendo o controle e terminaram a partida com dificuldades para sair da própria metade do campo.

Ao apito final, Ouahbi tentou diminuir o drama.

— Queríamos ter marcado o segundo gol para ficar mais tranquilos. Quisemos mantê-los muito avançados para que não se aproximassem da nossa área. É verdade que, quando é 1 x 0 no final, os escoceses, pelas qualidades que têm… Mas não tem problema, foi o que combinamos entre nós: sem pânico. A gente faz o que tiver que fazer, defende, continua a pressionar. Nos faltou um pouco de eficiência. Fizemos um grande jogo, mostramos que, mesmo nas dificuldades, esses jogadores jogam pelo Marrocos, pela camisa, e continuamos — afirmou o técnico.

Já na coletiva de imprensa, o técnico foi mais comedido, admitindo: “Não acho que gerenciamos o jogo tão bem quanto poderíamos ter feito.” Mas acrescentou um ponto positivo: “Houve momentos neste jogo em que, no passado, talvez tivéssemos sofrido um gol.”

Por trás dessa leitura otimista, permanece a percepção de que este Marrocos — que abriu o placar muito rapidamente nas duas partidas do Mundial — ainda não sabe verdadeiramente administrar a vantagem. Os Leões do Atlas parecem hesitar entre uma estratégia assumida de conservação do resultado e o desejo de continuar jogando. E essa incapacidade de definir o caminho quase se voltou contra eles.

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