Irã 2×2 Nova Zelândia: Seleções superam contextos conturbados e entregam jogo surpreendente
Empate divertido deixa tudo aberto no grupo H da Copa do Mundo
O SoFi Stadium, em Los Angeles, Califórnia, recebeu um pouco midiático Irã x Nova Zelândia nesta segunda-feira (15), mas quem parou para assistir à partida foi recompensado. O placar terminou 2 a 2 pela primeira rodada do grupo G da Copa do Mundo, em jogo marcado por alternância de domínio e estilos distintos.
Pelo lado neozelandês, Chris Wood e Elijah Just fizeram tudo. O camisa 9 deu aulas de pivô, sendo o garçom dos dois gols para o ponta esquerda marcar. A seleção iraniana precisou correr atrás e conseguiu empatar graças a Ramin Rezaeian, que marcou o primeiro gol e deu a assistência do segundo, feito por Mohammad Mohebi.
Mais do que os gols, foram 90 minutos interessantes que surpreenderam pela forma como as equipes chegaram ao torneio.
Irã x Nova Zelândia: Como foi o jogo
Foi uma primeira etapa muito interessante no SoFi. A Nova Zelândia, além do gol de Just, teve com Wood, Sarpreet Singh e Liberato Cacace boas chances, vendo o goleiro Alireza Beiranvand trabalhar bem.
O Irã, assustado, acordou após os 20 minutos. Uma jogada que virou a chave veio pelos pés de Mehdi Taremi, que conduziu de trás do meio-campo até a meia-lua, onde carimbou a trave. A equipe empatou, continuou superior e virou, com Ali Nemati, que estava impedido em cabeçada às redes na área.
O roteiro aberto e imprevisível continuou no segundo. Just retomou a vantagem logo cedo, antes e depois de mais boas chances dos All Whites. Eis que surgiu novamente Razaeian para igualar o jogo e, no geral, confirmou um resultado justo.
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Irã e Nova Zelândia chegaram desacreditados à Copa do Mundo
Acabou como uma exibição realmente surpreendente dos dois lados, somando 24 finalizações (12 para cada lado) e cinco grandes chances. A Nova Zelândia chamou atenção com uma postura ofensiva, de boas trocas de passes e sempre acionando Wood, que explorava seu pivô para dar seguimento aos ataques.
O Irã, pelo envolvimento do capitão e camisa 9 Taremi, quase como um meio-campista, conseguia responder rapidamente quando os neozelandeses incomodavam.
Pouco se esperava desse jogo. As duas seleções mais fracas do grupo G chegaram em momentos conturbados. Os iranianos, por conta de aspectos políticos, em meio ao conflito do país persa contra os Estados Unidos — que teve cessar-fogo anunciado no último domingo (14) — tiveram sua participação no Mundial como uma incógnita.
Acabou que a Fifa conseguiu garantir a disputa do Team Melli, mas com a condição do governo americano: não podem nem dormir nos EUA. O Irã, ao fim da partida, terá que voltar imediatamente para sua sede em Tijuana, no México.
Já a Nova Zelândia chegou como a pior seleção no ranking da Fifa. Nunca venceu nenhum jogo na história das Copas. Nos amistosos pré-Mundial, chegou a tomar 4 a 0 do Haiti, a segunda pior seleção da competição, o que poderia indicar que os All Whites nem competiriam. Eles provaram o contrário.
Grupo G pode ter zebra?
Bélgica e Egito, da mesma chave, empataram mais cedo. Não foi um grande jogo de ambos os lados. Os europeus, pelo instável trabalho do técnico Rudi García, indicaram que podem não “nadar de braçadas” no grupo, o que era a expectativa antes.
Irã e Nova Zelândia são inferiores, mas podem sonhar em tirar pontos de algum dos dois. Quem sabe uma vitória, que basicamente garantiria uma classificação ao mata-mata.
Os belgas enfrentam os asiáticos na próxima rodada, marcada para o domingo (21), mesmo dia de Nova Zelândia x Egito.