Copa do Mundo

Infantino agora quer Copa do Mundo com 48 seleções e fase preliminar aos grupos

Se você conhece um pouco sobre a história da Fifa, sabe como a Copa do Mundo costuma ser usada para interesses políticos. Através da expansão das fronteiras e do aumento no número de participantes é que tanto João Havelange quanto Joseph Blatter montaram a base eleitoral para se perpetuar no poder. Por mais que diga ser diferente de seus antecessores, Gianni Infantino não se dissocia das velhas práticas. E se a ideia de um Mundial com 40 países perambula nos corredores suíços há algum tempo, servindo mesmo como proposta de campanha do cartola no pleito à presidência, agora ele vai além. Sua intenção é fazer a competição com 48 seleções.

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“Estas ideias são para encontrar a melhor solução, vamos discuti-las neste mês e decidir tudo em 2017. São ideias para ver o que é o melhor”, declarou Infantino, ao explicar a sua iniciativa. “Isso significa que nós continuamos com uma Copa do Mundo normal para 32 times, mas 48 vão para festa. A ideia da Fifa é desenvolver o futebol no mundo todo e a Copa é o seu principal evento. É mais que uma competição, é um evento social”.

Segundo a ideia de Infantino, 32 seleções disputariam uma preliminar, enquanto 16 já estariam previamente garantidas na fase de grupos. O dirigente não explicou se todas essas equipes viajariam ao país-sede (correndo o risco de disputar uma mísera partida) ou se enfrentariam jogos de ida e volta em seus estádios. E, ainda que não deva comprometer tanto o nível técnico da etapa principal, a sugestão ajuda a banalizar o conceito de Copa do Mundo. Mais do que ‘desenvolver o futebol’, a Fifa tem interesse em lucrar com isso.

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Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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