Copa do Mundo

Griezmann fez um golaço, mas Ucrânia encontrou o empate e forçou tropeço da França

Desde que foi campeã do mundo, têm sido raros os jogos em que a França encanta. Às vezes meio preguiçosa, às vezes meio travada. Foi assim novamente contra a Ucrânia, nesta quarta-feira, o primeiro passo rumo à Copa do Catar. Marcou um golaço com Antoine Griezmann, criou pouco para matar o jogo, levou um gol por acaso da Ucrânia e não teve muita inspiração para buscar a vitória no fim. Acabou empatando por 1 x 1 no Stade de France.

O tropeço em casa não deve prejudicar a classificação direta da França em um grupo na qual reina praticamente sozinho. A principal adversária é justamente a Ucrânia. Bósnia e Finlândia podem tentar um assalto à vaga na repescagem. Começaram a campanha empatando por 2 a 2 em Helsinki.

A França teve controle quase completo da partida. A Ucrânia conseguiu apenas três chutes para o gol, todos sem direção – inclusive o do gol. A dona da casa finalizou 18 vezes, mas poucas delas foram realmente perigosas. A de Giroud, aos 11 minutos, até que foi bastante. Rabiot fez boa jogada pela esquerda e soltou para Lucas Hernández na linha de fundo. O toque para trás encontrou Giroud livre na entrada da pequena área. Ele pegou de primeira, mas embaixo da bola e mandou por cima.

Griezmann, alguns minutos depois, chutou muito melhor. Ele recuperou a bola no bico esquerdo da grande área, abriu para a canhota e, de longe, mandou direto no ângulo de Georgiy Bushchan. Pavard parecia impedido no começo da jogada. E também pode ter havido um toque de braço de Griezmann. Mas, sem assistente de vídeo, o gol foi confirmado.

Esse foi o único chute no gol de todo o primeiro tempo, entre as duas equipes. A favor da França, ela estava cozinhando o jogo sem muitos sustos, embora fosse ineficiente no ataque, quando levou um gol meio fortuito. Malinovskyi cruzou da direita, Kanté errou o corte. Karavaev ficou com a sobra e tocou para trás. Sergiy Sydorchuk chegou batendo, e o desvio em Presnel Kimpembe matou Lloris.

O chacoalhão que o gol contra do zagueiro do Paris Saint-Germain deveria dar à seleção francesa demorou alguns minutos para entrar em campo. Apenas nos minutos finais houve uma pressão sustentada, com bola parada, escanteios, cruzamentos e pouca coisa a mais do que isso. Quando eles chegaram a uma situação de finalização, Kimpembe cabeceou nas mãos de Bushchan e Hernández acertou o lustre.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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