Copa do Mundo

A maldição que a França terá que quebrar para confirmar favoritismo na Copa do Mundo

Seleção francesa assume topo do ranking da Fifa às vésperas do Mundial e tenta acabar com escrita

Uma das favoritas ao título, a França chegará à Copa do Mundo deste ano no topo do ranking de seleções da Fifa. Depois da Data Fifa de março, a equipe comandada por Didier Deschamps — que deixará a função depois de julho — ultrapassou Espanha e Argentina para assumir o primeiro lugar na classificação. Agora, precisa superar “maldição” que acompanha os líderes do ranking em Mundiais.

Desde 1993, quando a Fifa implementou uma classificação para medir a força de cada uma das seleções do mundo, nenhuma líder do ranking se sagrou campeãa mundial. A Copa do Mundo do Canadá, Estados Unidos e México será a nona a ser disputada desde que o ranking entrou em vigor.

Esta também será a segunda vez que a França assumiu a liderança do ranking às vésperas da Copa do Mundo com as vitórias sobre Brasil e Colômbia na Data Fifa de março. Na outra ocasião em que foi líder antes do Mundial, em 2002, foi eliminada na fase de grupos do torneio disputado na Coreia do Sul e Japão.

O técnico da seleção francesa, Didier Deschamps, em entrevista coletiva
O técnico da seleção francesa, Didier Deschamps, em entrevista coletiva (Foto: Anthony Bibard/FEP/Icon Sport)

A atualização desta quarta-feira (1º) no ranking também rebaixou a seleção brasileira, que foi ultrapassada por Portugal e caiu para a sexta posição — estava em quinto até então. Antes da Copa do Mundo, Carlo Ancelotti ainda comandará o Brasil em amistosos com Panamá e Egito.

França tem ataque reforçado como aliado para quebrar ‘maldição’ na Copa do Mundo

Deschamps vem de duas campanhas de sucesso sob o comando da seleção francesa. Em 2018, se sagrou campeão mundial; quatro anos depois, ficou com o vice-campeonato diante da Argentina, em final decidida nos pênaltis depois de empate por 3 a 3.

Para 2026, o treinador traz consigo um ataque reforçado e rejuvenescido em comparação com as últimas listas. Além de Kylian Mbappé, camisa 10 e principal nome da equipe, Deschamps aposta em jovens como Hugo Ekitiké, Desiré Doué, Michael Olise e Rayan Cherki.

Doué e Digne celebram gol da França
Doué e Digne celebram gol da França contra a Colômbia (Foto: Daniel Derajinski/Icon Sport)

Eleito melhor jogador jovem da Copa do Mundo de 2018, Mbappé avalia que o elenco de 2026 é ainda mais talentoso do que os dois últimos mundiais. Assim como Ancelotti, Deschamps também apostou em nove atacantes na última Data Fifa.

Mbappé e Ekitiké marcaram na vitória sobre o Brasil por 2 a 1; já contra a Colômbia, Doué (duas vezes) e Marcus Thuram foram responsáveis pelos gols no triunfo por 3 a 1, que também consolidou os franceses no topo do ranking mundial.

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Como foi o desempenho dos líderes do ranking antes da Copa do Mundo

A França também é “culpada” pela maldição seguir em vigor até a Copa do Mundo de 2026. Em 1998, o Brasil, atual campeão mundial, foi derrotado pelos donos da casa em Paris, por 3 a 0, em decisão que ficou marcada pela convulsão de Ronaldo Fenômeno horas antes da partida.

Não houve, até agora, outra líder do ranking que chegou tão perto de quebrar a escrita quanto a seleção brasileira. Das oito Copas do Mundo, em três ocasiões (2002, 2014 e 2018), a líder ainda foi eliminada na fase de grupos.

Primeiro colocado do ranking da Fifa antes da Copa do Mundo

  • 1994: Alemanha (quartas de final)
  • 1998: Brasil (vice-campeão)
  • 2002: França (fase de grupos)
  • 2006: Brasil (quartas de final)
  • 2010: Brasil (quartas de final)
  • 2014: Espanha (fase de grupos)
  • 2018: Alemanha (fase de grupos)
  • 2022: Brasil (quartas de final)

O Brasil também é quem mais sofreu com esse retrospecto negativo. A seleção Canarinho chegou à Copa do Mundo como líder do ranking em quatro oportunidades (1998, 2006, 2010 e 2022). Com exceção do vice-campeonato, em todas as outras oportunidades foi eliminada ainda nas quartas de final.

Foto de Murillo César Alves

Murillo César AlvesRedator

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP), com passagens por Estadão, UOL, 90min e QuintoQuarto.

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