Copa do Mundo 2026

Olise garçom, Dembélé Bola de Ouro e Mbappé artilheiro: A França que o Paraguai precisa parar

Com Olise, Mbappé e Dembélé, os Bleus podem provar nas oitavas que são o melhor time da Copa do Mundo 2026?

Com as oitavas de final da Copa do Mundo 2026 esquentando, Paraguai e França se enfrentam no Lincoln Financial Field, em Filadélfia, neste sábado (4), às 18h (horário de Brasília).

A equipe de Didier Deschamps chega ao confronto como ampla favorita após golear a Suécia por 3 a 0 na fase prévia, em uma atuação impulsionada pelo quarteto ofensivo liderado por Kylian Mbappé. Ignorar a ameaça dos Guaranis, contudo, seria um erro: o time de Gustavo Alfaro bateu a Alemanha nos pênaltis para chegar até aqui.

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O Paraguai é um adversário subestimado e perigoso na Copa do Mundo 2026

O Paraguai pode aparecer em 41º no ranking da Fifa, contra o terceiro lugar da França, mas a seleção sul-americana já demonstrou capacidade de incomodar adversários de nível superior neste torneio.

A Alemanha de Julian Nagelsmann havia estreado com uma goleada de sete a um sobre Curaçao, liderado o Grupo E e chegado às oitavas como favorita diante dos Guaranis. Mas o time de Alfaro abriu o placar no primeiro tempo com o craque Julio Enciso e limitou os tetracampeões mundiais a apenas um gol antes de vencer nos pênaltis. Foi a primeira vez na história que a Alemanha perdeu uma disputa de pênaltis em Copa do Mundo.

Julio Enciso, atacante do Paraguai
Enciso com a seleção de Paraguai (Foto: Heuler Andrey/SPP)

Esse feito enche de confiança os azarões para o duelo de sábado, e o fato de o Paraguai ter mantido o gol zerado em três dos últimos cinco jogos reforça ainda mais a crença. Essa solidez defensiva será vital diante do formidável ataque francês.

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O ataque da França pode ser parado na Copa do Mundo?

A França tem uma riqueza ofensiva impressionante no papel, mas o que diferencia os Bleus de outras nações com gerações douradas é a maneira como Deschamps encaixou todos os atacantes em um sistema coeso.

Mbappé é o nome mais badalado do grupo e vai querer manter o ritmo de Lionel Messi na corrida pela artilharia, mas Michael Olise, Ousmane Dembélé e Bradley Barcola são jogadores que seriam as principais estrelas de praticamente qualquer outra seleção neste Mundial.

Olise, em particular, tem se destacado de forma especial no torneio, com cinco assistências, apenas uma a menos do recorde de seis de Pelé em uma única Copa do Mundo, marcado em 1970. Atuando em uma posição de dez menos habitual para ele, o ponta do Bayern é excepcional nos passes que colocam os companheiros em posição de gol, além de ser capaz de ele mesmo encontrar a rede, mesmo que o espaço para cortar para o pé esquerdo preferido seja mais limitado na área central.

Dembélé marcou três gols contra a Noruega
Dembélé marcou três gols contra a Noruega (Foto: IMAGO / Gribaudi/ImagePhoto)

Dembélé é o atual detentor da Bola de Ouro e conquistou seu segundo título consecutivo da Champions League pelo Paris Saint-Germain em 2025-26, feito que contou com a participação de Barcola, outro parisiense que tem sido associado a uma transferência para o Liverpool.

Apesar da solidez defensiva do Paraguai, que manteve o gol vazio em dois dos três jogos do grupo, é difícil imaginar um cenário em que a França não marque neste sábado. Os Guaranis ainda não marcaram mais de um gol em nenhuma partida da Copa, e considerando que os Bleus balançaram as redes pelo menos três vezes em cada um dos últimos cinco jogos, o poderio ofensivo francês deve ser suficiente para garantir a classificação às quartas.

Paraguai x França: o que uma vitória dos Bleus significaria nas oitavas de final

O confronto deste fim de semana é uma reedição do duelo na mesma fase da Copa do Mundo de 1998, disputado na França. Naquela vez, em junho de 28 anos atrás, os Bleus avançaram graças ao gol de ouro de Laurent Blanc, mas seria uma surpresa se o jogo fosse tão equilibrado agora.

A França está, de forma geral, um degrau acima de todos os rivais ao título neste torneio. Isso inclui a Inglaterra, que luta para superar os blocos defensivos; a Espanha, que ainda não atingiu o nível apresentado na Eurocopa de 2024; e a Argentina, extremamente dependente de Messi.

Uma vitória neste sábado seria mais um sinal de consistência para a equipe de Deschamps, que chegou ao torneio em excelente forma e não dá sinal de desaceleração. Levando em conta a dificuldade que a Alemanha teve diante do Paraguai, triunfar com autoridade pode aprofundar ainda mais o abismo entre a França e seus concorrentes ao título.

Foto de Alexis Pereira

Alexis PereiraRedator

Jornalista formado na ESJ Paris, com passagems por várias redações francesas e internacionais. Apaixonado por futebol e todas as suas histórias, pequenas e grandes.

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