Como EUA usam duelo com o Brasil de exemplo do que fazer antes da Copa do Mundo
Derrota da seleção americana diante da Bélgica foi um ‘choque de realidade’ para os donos da casa às vésperas do Mundial
A derrota dos Estados Unidos diante da Bélgica por 5 a 2, em amistoso disputado neste sábado (28), foi um choque para o elenco e a torcida no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, na Geórgia, antes da Copa do Mundo. Principalmente após um primeiro tempo competitivo pelo lado americano, que conseguiu abrir o placar diante do favoritismo belga.
A menos de três meses do torneio, que os Estados Unidos são uma das sedes, ao lado de Canadá e México, Maurício Pochettino tenta recolher os cacos do revés para novo amistoso nesta terça-feira (31), contra a seleção portuguesa — outra favorita para o Mundial. Para isso, o “segredo” para que os norte-americanos tenham sucesso passa por uma experiência semelhante vivida com o Brasil, em 2024, às vésperas da Copa América.
Christian Pulisic, camisa 10 e um dos mais experientes do elenco dos Estados Unidos, relembrou a experiência de 2024 após a derrota para a Bélgica. Naquele ano, então comandados por Gregg Berhalter, os Estados Unidos foram derrotados pela Colômbia por 5 a 1, em amistoso preparatório para a Copa América.

Além do placar semelhante da derrota diante da Bélgica, o momento se equivale: a seleção americana se preparava para disputar uma competição em que era sede, sob os olhares de uma torcida que, em sua maioria, não tem o “soccer” como esporte principal. Em 2024, menos de uma semana após o revés para a Colômbia, o confronto com o Brasil era visto como uma “resposta em campo” por parte do elenco.
Pulisic decidiu para os EUA em confronto com o Brasil em 2024
Pulisic foi um dos jogadores que deu à cara a tapa após um desempenho irreconhecível dos Estados Unidos no segundo tempo diante da Bélgica — sofreu quatro gols em menos de 45 minutos e não conseguiu competir com os rivais. Isso se deve, principalmente, a pelo meio-campo do Milan ter sido a referência na última experiência negativa do tipo, em 2024.
Contra o Brasil, os Estados Unidos conseguiram se impor e segurar o empate por 1 a 1. Em momentos, diante da seleção então comandada por Dorival Júnior, chegou a ser superior em campo e ameaçar os brasileiros. O meio-campista marcou, de falta, o gol de empate, ainda na primeira etapa.

— Voltamos com uma atuação realmente forte contra o Brasil. E é isso que vamos fazer (agora). É tudo o que podemos fazer. Podemos analisar as dificuldades que tivemos hoje (contra a Bélgica), assistir a um pouco de vídeo e vamos melhorar. E é isso — afirmou Pulisic, após a partida.
O meio-campo, que briga para capitanear a seleção americana na Copa do Mundo juntamente com Landon Donovan, também vive um drama pessoal: ele não marca pelos Estados Unidos desde 2024, em confronto da Liga das Nações da Concacaf com a Jamaica.
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EUA vivem pressão pelo título da Copa do Mundo em casa
Semifinalistas em 1930, na primeira edição da Copa do Mundo, os Estados Unidos vivem uma pressão para chegar ao topo do esporte neste ano. Sob os olhares de sua torcida e do presidente Donald Trump. Pochettino garante que a seleção tem qualidade suficiente para terminar a competição com o título, apesar de o desempenho diante da Bélgica ter dado uma mostra diferente.
Mesmo com a derrota por 5 a 2, Pochettino não se mostrou preocupado. Entendeu que os Estados Unidos não foram “agressivos o suficiente” depois de um bom primeiro tempo, e que o revés não irá prejudicar a preparação para a Copa do Mundo em casa.

— Às vezes, sentir a dor (da derrota) faz bem. É verdade que contra a Bélgica perdemos por 5 a 2 e, a partir daí, não dá para dizer nada que convença as pessoas de que há aspectos positivos. Mas acho que há muitas coisas positivas que estamos vendo no vestiário, e todos esses tipos de resultados, é melhor que aconteçam agora — afirmou, em entrevista coletiva após a partida.
Antes da lista final para a Copa do Mundo, os Estados Unidos terão um último desafio nesta terça-feira (31), em amistoso contra Portugal — outra seleção favorita ao título mundial neste ano. A seleção americana está no Grupo D, ao lado de Paraguai e Austrália, além de Kosovo ou Turquia, que disputam a última vaga na repescagem.


