Copa do Mundo

Enquanto não é devidamente testada, Bélgica faz o que tem que fazer: vence sem sofrer

Na Copa do Mundo em que as grandes seleções estão com muitas dificuldades para vencer seus rivais, não podemos ignorar que a Bélgica, apesar de não ter enfrentado equipes muito fortes, teve relativa tranquilidade nas duas primeiras rodadas. Com exceção de um primeiro tempo um pouco abaixo contra o Panamá, construiu suas vitórias sem problemas. Neste sábado, aproveitou a fragilidade defensiva da Tunísia e fez o que boas equipes devem fazer contra adversários inferiores: goleou. Com dois gols de Lukaku e Hazard, e outro de Batshuayi, venceu por 5 a 2. Um bom teste virá na última partida do grupo, contra a Inglaterra, que deve formar uma defesa muito mais sólida que a panamenha e a tunisiana.

Pênalti abre os trabalhos

Se o grande dilema da Copa da Rússia, quando equipes de níveis diferentes se enfrentam, é buscar o primeiro gol, nada melhor do que um pênalti, aos 5 minutos, para iniciar os trabalhos. Mas não foi um pênalti tirado do nada: a bola chegou a Hazard após uma ótima troca de passes, que começou em Meunier. O craque do Chelsea fez o corta-luz e se projetou à direita. Martens o encontrou, e Syam Ben Youssef o derrubou. Houve dúvida em relação ao local da falta, dentro ou fora da área. No fim, o árbitro, com a ajuda do assistente de vídeo, concluiu que foi em cima da linha. Hazard cobrou e fez 1 a 0.

A fome com a vontade de comer

A Tunísia não é uma equipe com vocação defensiva, como o Irã ou a Islândia. Gosta de ter a bola e de trocar passes. Contra a Inglaterra, apenas no segundo tempo congestionou a entrada da sua área e criou dificuldades. Desta vez, na combinação do seu estilo com o primeiro gol belga muito cedo, cedeu espaços demais para os talentosos jogadores adversários aproveitarem. A Bélgica chegou como quis. E aos 15 minutos, ampliou o placar: contra-ataque preciso, de Mertens para Lukaku, de Lukaku para o gol. A Tunísia descontou logo em seguida, em jogada de bola parada e uma das poucas vezes em que levou perigo real a Courtois. 

Matando o jogo

A Bélgica fechou o caixão ainda antes do intervalo, recuperando a bola no campo de ataque, como fez várias vezes ao longo da partida. Meunier ficou com a posse, tabelou com De Bruyne, e deu um passe muito esperto para Lukaku. Corria em paralelo à grande área, mas parou e tocou de pé direito para Lukaku, que deu uma cavadinha e fez 3 a 1. 

O ritmo cai

A vantagem de dois gols restaurada, pouco antes do intervalo, foi um golpe duro nas pretensões da Tunísia. E logo aos cinco minutos do segundo tempo, a vitória virou goleada. A Bélgica brincou de bobinho no círculo central até Alderweireld dar o lançamento para Hazard, que dominou com classe, driblou o goleiro com classe e fez o gol com classe. Geralmente, ele faz as coisas com classe. 

Batshuayi, na base da insistência

Batshuayi entrou no lugar de Hazard, a 20 minutos do fim, e teve várias chances para fazer o quinto e tentar ganhar as graças do treinador. Mas estava difícil: teve uma finalização cortada em cima da linha, mandou um rebote, da pequena área, no travessão e viu Ben Mustapha fazer grande defesa. Parecia que não conseguiria deixar o seu gol. Mas completou o belo cruzamento de Tielemans no canto de Mustapha e fez o quinto. Wahbi Khazri fez o segundo da Tunísia, nos últimos atos da partida. 

Ficha técnica

Bélgica 5 x 2 Tunísia

Local: Estádio Spartak, em Moscou (Rússia)
Árbitro: Jair Marrufo (Estados Unidos)
Gols: Eden Hazard, duas vezes, Romeu Lukaku, duas vezes, e Michy Batshuayi (BEL); Dylan Bronn e Wahbi Khazri (TUN)
Cartões amarelos: Ferjani Sassi (TUN)

Bélgica: Thibaut Courtois; Toby Alderweireld, Dedryck Boyata e Jan Vertonghen; Thomas Meunier, Kevin de Bruyne, Alex Witsel e Yannick Ferreira-Carrasco; Dries Mertens (Youri Tielemans), Eden Hazard (Michy Batshuayi) e Romelu Lukaku (Marouane Fellaini). Técnico: Roberto Martínez

Tunísia: Farouk Ben Mustapha; Dylan Bronn (Hamdi Nagguez), Syam Ben Youssef (Yohan Benalouane), Yassine Meriah e Ali Maaloul; Ellyes Skhiri, Saif-Eddine Khaoui e Ferjani Sassi (Naim Sliti); Fakhreddine Ben Youssef, Anice Badri e Wahbi Khazri. Técnico: Nabil Maaloul

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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