Eliminatórias da Copa

Messi tem noite mágica e deixa sua assinatura em última dança com a seleção em solo argentino

Craque provavelmente fez seu último jogo na Argentina e, como sempre, impressionou com sua genialidade

Diante de um Monumental de Núñez lotado com mais de 85 mil torcedores, simbolizando os milhões de argentinos espalhados pelo mundo, Lionel Messi viveu sua última dança com a camisa da seleção na Argentina nesta quinta-feira (4), contra a Venezuela pelas Eliminatórias Sul-Americana.

Sob os olhares atentos e emocionados de toda a sua família, um dos maiores ídolos do futebol transformou a noite em um capítulo inesquecível da história Albiceleste.

Messi, aos 38 anos, não deve mais atuar de maneira oficial pela atual campeã do mundo no país em que nasceu. Encaminhando para o fim de sua carreira, o jogador deve disputar apenas alguns amistosos e a próxima Copa do Mundo, que ocorrerá em 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá — embora em alguns momentos deixe em aberto a sua participação.

Em nenhum momento o camisa 10 escondeu sua emoção. Ao entrar para aquecer sob os gritos dos milhares de argentinos presentes, o craque apresentou olhos marejados e parecia não acreditar que o fim estava se aproximando. Na hora da entrada das equipes, Lionel entrou acompanhado de seus três filhos: Thiago, Mateo e Ciro, enquanto era ovacionado.

A trajetória de Messi com a seleção argentina até o brilho hoje

Exatos 20 anos se passaram desde a primeira vez que Messi vestiu a camisa albiceleste. Em 9 de setembro de 2005, um jogador de 18 anos, ainda pouco conhecido no cenário mundial, entrava em campo pela primeira vez em seu próprio país para defender a sua seleção.

Na partida contra o Peru, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2006, o jovem Lionel passou em branco. Menos de um mês antes, havia feito sua estreia contra a Hungria, fora de casa.

Mesmo sem gols no início, o futuro guardava um grande presente para Messi. Com muito talento e despontando cada vez mais no Barcelona, convocações em sequência foram acontecendo, e apenas em 11 de outubro 2008 o craque conseguiu balançar as redes perante aos seus torcedores. Diante do Uruguai, pelas Eliminatórias da Copa de 2010, Lionel marcava o primeiro tento de muitos.

Um gol marcado em 2008 que se converteu em outros 37, inclusive, contando os dois marcados diante da Venezuela hoje. O primeiro gol do dia? Uma pintura, com assinatura “padrão” Messi. Julián Álvarez até podia ter chutado na cara do gol, mas escolheu tocar para o camisa 10, como uma forma de presente, por tudo que o craque fez pelo país por todos esses anos, e ele deu uma cavadinha que nunca cansamos de ver.

Depois, Almada também foi solidário: tocou para o ídolo e o viu ampliar o placar, garantindo uma grande vitória para os donos da casa em uma noite de muita edução.

Ao todo, o ídolo disputou 45 partidas em seu país, sendo o Monumental de Núñez o estádio em que mais atuou, com 24 jogos. A Bombonera, com cinco partidas, e o estádio da província de San Juan, com três, foram os outros estádios que mais receberam o craque.

Além dos 37 gols marcados, Lionel também deu 20 assistências com a camisa albiceleste em seu país natal. Com isso, o “GOAT” teve 57 participações em gols em 45 duelos disputados.

Perante ao seu povo, Messi teve uma despedida em grande estilo, coroada pela vitória por 3 a 0 — Lautaro Martínez fez o outro gol. Quando o apito final soou, Messi deixou o gramado com a mesma humildade que o consagrou, levando consigo o carinho e a gratidão de um povo inteiro que viu nele um sonho realizado, o de uma Argentina campeã e que conquistou um dos principais títulos da história: o da Copa do Mundo de 2022.

Messi em partida válida pelas eliminatórias. (Foto: Conmebol)

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Vitória da Argentina sobre Venezuela foi comandada por Messi

Na noite em que todos os holofotes estavam voltados para Lionel Messi, o craque correspondeu dentro de campo. Ainda que a Venezuela tenha tido um pequeno lampejo nos primeiros minutos, a noite era mesmo dos donos da casa.

Aos 21′, a primeira grande chance saiu dos pés de Nicolás Tagliafico. Três minutos depois, era a hora de Messi brilhar, mas a defesa adversária evitou o que seria o gol do craque. No minuto seguinte, novamente Lionel, mas dessa vez impedido.

Toda insistência valeu a pena, e aos 38′, Julián Álvarez recebeu lançamento de Paredes, dominou, driblou a marcação e poderia ter finalizado, mas decidiu ceder ao ídolo, que anotou uma verdadeira pintura.

Messi pela Argentina
Messi e Julian Álvarez em partida válida pelas eliminatórias. (Foto: Conmebol)

Na segunda etapa, pouca coisa mudou. A Argentina seguiu pressionando, buscando o segundo gol, enquanto era regida pelo seu craque, que tentava ampliar o placar.

Aos 30′, Lautaro, que recém havia entrado em campo, recebeu cruzamento de Nico González, em uma jogada que, claro, havia passado por Messi no início, e cabeceou para o fundo das redes. Era o segundo da Argentina na partida.

Mas a Albiceleste queria mais. Um de seus principais jogadores não estava contente com apenas um gol marcado. Minutos depois de Lautaro ampliar, Almada puxou o contra-ataque e encontrou o dono da noite: Lionel Messi. Como os grandes craques fazem, o camisa 10 não desperdiçou, marcando o terceiro da seleção, o seu segundo no jogo.

A noite poderia ser ainda melhor com Messi marcando um hat-trick, mas a bandeirinha já havia subido, anulando o quarto gol da Argentina nas Eliminatórias.

Com o resultado positivo, a Argentina chega ainda mais confiante para a última partida das Eliminatórias, contra o Equador, na terça-feira (9), às 20h (de Brasília). Já classificada e garantida na primeira posição, a Albiceleste entra em campo apenas para cumprir tabela e encerrar sua participação na fase qualificatória.

Já a Venezuela ainda sonha com a vaga na repescagem do Mundial e entra em campo também na terça-feira (9), às 20h30 (de Brasília), diante da Colômbia.

Foto de Gabriella Brizotti

Gabriella BrizottiRedatora de esportes

Formada em jornalismo pela Unesp, sou uma apaixonada pelo esporte em geral, principalmente o futebol. Dentre as minhas paixões, está o futebol argentino e suas 'hinchadas'.

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