AlemanhaEliminatórias da Copa

Löw: “Não há soluções mágicas. Podemos treinar isso, mas não em circunstâncias competitivas”

A derrota da seleção alemã para a Macedônia do Norte causou repercussão muito negativa no país. Depois de uma boa atuação contra a Islândia e vitória sobre a Romênia, o time teve um desempenho muito ruim em casa na derrota para os macedônios. Os 2 a 1 sofridos em casa tiveram como justificativa, em parte, o cansaço, segundo Joachim Löw. A pressão sobre o técnico segue grande, apesar do anúncio que ele deixará o comando da equipe após a Eurocopa. O desempenho irregular segue como um problema que ele terá que resolver.

“Estamos completamente decepcionados. Simplesmente parecíamos muito cansados hoje. Não havia energia em nosso jogo e cometemos muitos erros daqui para frente. Quando mexemos a bola rapidamente, fomos mais perigosos. Nossos adversários ficaram muito atrás e não conseguimos achar um jeito de abrir a defesa deles. Em suma, foi decepcionante”, disse Löw, logo depois da partida.

“Não podemos permitir que isso aconteça. A Macedônia do Norte chegou à nossa área mais ou menos duas vezes e nós tornamos isso fácil para eles. Nós tentamos criar chances, mas nós só conseguimos fazer um gol. O modo como sofremos os dois gols foi terrível”, comentou o capitão Ilkay Gündogan. “Parabéns à Macedônia do Norte. Voltamos ao nosso jogo e criamos algumas chances, mas não conseguimos colocar a bola na rede. Simplesmente não foi bom o bastante”, disse Serge Gnabry.

“Nós estamos muito decepcionados depois deste jogo e derrota. Foi um revés. Nós não encontramos o nosso jogo. Não jogamos no ritmo que queríamos, nos faltou rapidez para mexer a bola. Houve muitos erros no nosso jogo e não achamos nenhuma solução contra a Macedônia do Norte, que ficou bem atrás. Nós também tentamos contra-ataques e não encontramos um modo de entrar”.

Na coletiva de imprensa, Löw ressaltou a decepção pelo resultado e justificou que o time sentiu muito o cansaço. “Não fomos nem dinâmicos e nem animados. Tínhamos o sentimento de ter uma certa fadiga. O problema foi que os jogadores individualmente ficaram com a bola por muito tempo. Foi lento demais”, continuou o treinador.

“Não há soluções mágicas. Você pode treinar isso, mas não em circunstâncias competitivas. Nós fomos muito indecisos quando se trata de finalização. Nós não fomos consistentes. No um contra um, Timo Werner teve uma chance enorme. Ele provavelmente se culpa acima de qualquer coisa. Foi uma pena para o time que ele tenha perdido aquela chance. Nós temos que ver e discutir isso”.

O treinador ainda foi perguntado sobre as vitórias contra Romênia e Islândia e se elas teriam sido uma ilusão do rendimento do time. “Não foi uma ilusão. Todo mundo viu que o time teve um desempenho em algumas coisas naqueles dois jogos. Nós raramente permitimos aquelas chances. Foi diferente desta vez. Nós temos que continuar trabalhando. Nós temos que estabilizar, e nós não conseguimos fazer isso. Nós temos que aceitar isso e chegar às conclusões certas”.

Um dos pontos que virou discussão foi se o técnico pretende convocar novamente Thomas Müller e Mats Hummels, algo que tem sido muito falado no país. “Não posso responder essa pergunta baseado em um jogo. A decisão será tomada em maio. Nós estamos terminando um período de jogos internacionais com uma derrota decepcionante. Eu tenho que pensar sobre o que podemos fazer melhor. Nós temos que trazer a consistência de volta. Iremos pensar sobre isso de forma intensa nos próximos dias e semanas. Iremos olhar para tudo isso novamente”.

A convocação da seleção alemã para a Eurocopa será no dia 18 de maio. É muito provável que Müller esteja entre os convocados, até porque não chamá-lo colocará Löw em uma posição ainda mais crítica. Não pensando em demissão, já que ele vai sair de qualquer forma, mas pelas chances que o jogador dá ao time de melhorar. Müller jogou muita bola na conquista da tríplice coroa na temporada passada e segue como um dos melhores jogadores da máquina de gols do Bayern. Em um time que tem sofrido para fazer gols, pode ser crucial. Veremos qual será o próximo capítulo desta saga – e que será a última de Löw na seleção alemã.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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