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Kluivert assumiu Curaçao e já levou o time à próxima fase das Eliminatórias

Aos 38 anos, Patrick Kluivert teve seu primeiro capítulo como técnico. Parte da comissão da seleção holandesa na Copa de 2014, o ex-atacante agora assumiu o comando da seleção de Curaçao, pequena ilha da América Central e antiga colônia holandesa. Em seu primeiro jogo, nesta terça-feira, empatou em 2 a 2 com Montserrat, assegurando a classificação à segunda fase das Eliminatórias da Concacaf para a Copa de 2018. Mais interessantes que o resultado em si são as motivações de Kluivert para aceitar o trabalho e os métodos que pretende utilizar para fazer sonhar o povo da ilha.

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Kluivert teve ofertas de clubes e também da seleção de Gana como opções para sua primeira empreitada como treinador, mas preferiu o desafio de assumir a pequena ilha sobretudo pela relação de sangue que tem com ela. Boa parte de sua família é de Curaçao. “Minha mãe é da ilha, e eu quero muito retribuir a ela, é por isso que estou aqui. A federação me perguntou se eu estava interessado no trabalho de treinador, e eu não tive nem que pensar. Ainda tenho muita família aqui e sinto uma forte conexão com o lugar. Sinto-me em casa, e isso contou muito”, revelou o técnico, em declaração publicada pelo Telegraph.

É natural que um pequeno país da América Central, que apenas recentemente se tornou autônomo, não conte com os maiores talentos esportivos à disposição. Por isso, a ideia de Kluivert é criar um elenco que mescle atletas europeus convocáveis por Curaçao e habitantes da própria ilha.

“Sei que trabalharei com jogadores de boa qualidade, porque muitos deles vêm da Holanda e conhecem o jeito holandês de jogar. É importante tê-los, mas é igualmente necessário ter bons jogadores da própria ilha. Se conseguirmos combinar os dois e ter todos indo na mesma direção, então há boas chances (de conseguir os objetivos)”, explicou.

Será difícil levar o time até a Copa de 2018, por exemplo, mas Kluivert espera que, contando com 12 atletas que atuam na Eredivisie, e alguns outros por outros campeonatos europeus, como o Inglês e o Romeno, seja ao menos possível sonhar. Se normalmente jogadores recentemente aposentados preferem trabalhos mais seguros, é legal ver como o ex-atacante decidiu de fato se testar, ao mesmo passo em que reforça suas raízes.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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