Espanha iguala geração 2010 e mostra variações que fortalecem favoritismo para Copa
Seleção espanhola é quem mais joga no mundo atualmente e empolga para 2026
É difícil apontar uma seleção no mundo que jogue mais que a Espanha neste momento. Mesmo sem os lesionados Lamine Yamal, Rodri, Nico Williams e outros, a Roja venceu a Bulgária por 4 a 0 nesta terça-feira (14), pela quarta rodada do grupo E das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, mostrando variações importantes e que reforçam seu favoritismo ao título mundial.
Estar sem uma série de titulares não mudou a filosofia do selecionado treinado por Luis de la Fuente, mas as características dos substitutos trazem diferenças que dão mais repertório ao time.
As pontas, por exemplo, sem os rápidos e dribladores Yamal e Williams, tiveram Oyarzabal e Álex Baena, jogadores que atuam mais por dentro, sendo o primeiro mais atacante e o segundo mais meia.
Com isso, abre-se mais o corredor para as subidas dos laterais, como foi no segundo gol no Estádio José Zorrilla, quando, aos 11 minutos do segundo tempo, Alejandro Grimaldo recebeu em profundidade na esquerda e cruzou para Mikel Merino marcar.
O meio-campista, substituto de Fabian Ruiz, consegue ter a mesma presença de área — ou talvez até melhor pela experiência como atacante no Arsenal — do que o jogador do PSG e também fez o primeiro gol, aproveitando escorada de Le Normand após enfiada por cima de Pedri. Ele ainda sofreu a penalidade que foi convertida por Oyarzabal.

A posição de atacante centralizado também chamou atenção. Na Espanha ideal de hoje, essa função é de Oyarzabal, que jogou como ponta frente à Bulgária. Então, abriu-se espaço para Samu Aghehowa ser o camisa 9, sendo um típico centroavante de pivô e um toque na área.
O jogador do Porto perdeu algumas oportunidades de gol na partida e deu lugar a Borja Iglesias, mais associativo, que também somou chances desperdiçadas, mas conseguiu “fazer sombra” e forçar o gol contra que colocou o três no placar. De toda forma, os dois trazem características muito diferentes e que aumentam o leque de opções para De la Fuente.
Seleção espanhola iguala recorde de melhor época de sua história
Com a vitória desta terça, a Espanha chegou a 24 triunfos e cinco empates consecutivos, atingindo 29 partidas de invencibilidade em jogos oficiais, sem contar amistosos. É o maior período sem derrotas do selecionado junto ao time do campeão do mundo Vicente del Bosque.
Entre 2010 e 2013, da segunda rodada da Copa do Mundo que conquistaram, passando pelo título da Eurocopa de 2012, até a final da Copa das Confederações contra o Brasil, a Fúria ficou invicta na era marcada por Xavi, Iniesta, Xabi Alonso e tantos outros craques desfilando em campo.
A sequência atual iniciou em 2023, ano marcado pela derrota para a Escócia em março pelas Eliminatórias para Euro 2024, quando Luis de la Fuente só tinha alguns meses no cargo e sofreu leve pressão na época.
No período, a Espanha levou a Liga das Nações, a Eurocopa do ano passado e foi vice para Portugal na Nations novamente — perdeu apenas nos pênaltis, ficando no empate no tempo normal. Considerando amistosos, porém, a invencibilidade dos espanhóis é de 24 partidas, pois perderam para Colômbia em jogo amigável em março de 2024.
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Domínio absoluto da Espanha no 1º tem um susto
Por praticamente 45 minutos só deu Espanha e o mandante demorou pouco para criar boa chance. Com 13 no relógio, lá estava Baena na cara do gol após lindo passe de Pedri, mas o ponta chutou por cima do gol.
Aos 17, um bombardeio contra a meta búlgara: Baena, Zubimendi e Merino pararam na marcação, enquanto Samu exigiu defesa do goleiro antes de Pedri mandar cavadinha no travessão.
E assim seguiu até o fim da etapa inicial, com mais tentativas de Pedri e principalmente Samu — no meio disso, o gol de Merino, aos 34. A Bulgária quase só se defendia, mas se aventurou com 40 minutos e por pouco não empatou. Em lançamento em profundidade, Despodov saiu na cara do gol, se enrolou com a marcação e chutou para fora.

Reservas trazem mais vitalidade e vontade na etapa final
Iglesias entrou no intervalo na vaga de Samu e parecia que seria melhor que o titular. Começou muito participativo e exigiu ótima defesa de Vutsov com nove minutos. Porém, logo na sequência, recebeu cruzamento na entrada da pequena área e mandou para fora, bem parecido com que faria o atacante que começou o jogo. O gol de Merino vem nesse início fulminante.
Ainda antes dos 15, Despodov, de novo, ficou na cara do gol e chutou cruzado para fora, colocando a última pá de cal na Bulgária. A Espanha administrou e ampliou com 33 após jogadaça de Aleix Garcia e tento contra de Chernev e depois nos acréscimos com o pênalti de Oyarzabal.



