Dono da camisa 9? Richarlison reflete sobre expectativa na Seleção: ‘Não caio nessa armadilha’
Jogador falou sobre o peso de usar a camisa 9 do Brasil e também sobre sua relação com Carlo Ancelotti
Richarlison estará em campo nas partidas contra Chile e Bolívia, válidas pelas últimas rodadas das Eliminatórias Sul-Americana. O jogador foi convocado novamente por Carlo Ancelotti e chega com a confiança no alto, devido aos bons jogos que fez recentemente pelo Tottenham.
Essas atuações fizeram com que muita gente acredite que o velho Pombo, que brilhou com a Amarelinha há alguns anos, esteja de volta e preparado para o desafio da Copa do Mundo de 2026. Para isso, o atleta precisou superar lesões, questões de saúde mental e bastante desconfiança.
Em entrevista ao “Daily Mail”, o jogador esclareceu o que pensa para a disputa da Copa do Mundo e se irá ser o dono da camisa 9 amarelinha na disputa Mundial.
— Eu já caí nessa armadilha da camisa 9 uma vez, e não caio de novo (risos). Sofri muito ódio, e até hoje usam essa declaração para me atacar. Quando me fizeram aquela pergunta sobre ser o “dono” da camisa 9, eu vinha de uma sequência de 10 jogos e 10 gols pela Seleção, uma boa Copa do Mundo, e muita gente viu aquilo como arrogância. O que queriam que eu dissesse? Que eu não merecia? Que eu não queria? A Seleção é minha vida, cara… E nada nunca veio fácil para mim, pelo contrário — começou o jogador.
— Além de enfrentar concorrência na minha posição, que talvez seja a mais disputada do time, eu sempre tive que provar mais que os outros. Mesmo antes da Copa, quando eu estava indo bem, marcando em todo jogo, a imprensa sempre tentava empurrar outros jogadores para o meu lugar. Uma vez, um jornalista disse que torcia para eu me machucar, para que eu fosse tirado do time. Eu marquei 20 gols no último ciclo da Copa, sem contar quantas assistências, pênaltis sofridos, mesmo não sendo titular no começo — seguiu.
— Graças a Deus, aprendi a conviver com isso. Sei que a pressão faz parte do trabalho também. Nos últimos meses, me afastei das redes sociais, parei de acompanhar notícias e comecei a focar mais no que realmente importa para mim e minha família. Meu filho também nasceu em junho. Então hoje, minhas preocupações são diferentes. E isso me ajudou muito — completou.

Relação com Ancelotti pode ser um trunfo
Na seleção brasileira, Richarlison está podendo reencontrar Ancelotti. Essa é a segunda vez que o Pombo é convocado pelo treinador italiano, com quem já havia trabalhado anteriormente.
Questionado, o atleta fez questão de reiterar que viveu os melhores momentos de sua carreira sob o comando do italiano e que está bastante confiante para a sequência do trabalho.
— O Ancelotti foi meu treinador em um dos melhores momentos da minha carreira, no Everton. Ele sabe do que eu sou capaz para ajudar o time, e tem sido ótimo tê-lo na seleção. Ele é um cara divertido, gosta de conversar, brincar, mas em campo é sério e um dos melhores da história. Conversamos bastante da última vez, ele disse que confia em mim, me deu confiança. Acho que ainda tenho muito a entregar para a Seleção, e vou fazer de tudo para corresponder a essa confiança que ele tem em mim e no meu futebol — afirmou.



