Copa do Mundo

Depois daquele golaço, Pavard não precisa mais se preocupar em ser desconhecido na França

Benjamin Pavard precisou tomar uma decisão, ao fim da temporada 2015/16. Tinha 20 anos e sua carreira não decolava. Havia disputado apenas 21 partidas ao longo duas edições do Campeonato Francês pelo Lille, clube que o revelou. Precisava de tempo de jogo para se desenvolver e, mesmo com propostas para continuar na elite francesa, preferiu se transferir para a segunda divisão alemã, defendendo o Stuttgart. Ele próprio admite que era pouco conhecido no seu país natal. A partir deste sábado, porém, será difícil para qualquer torcedor francês esquecer o nome do lateral que marcou um golaço na vitória por 4 a 3 sobre a Argentina, na Copa do Mundo de 2018.

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“Um ano atrás, eu ainda era um estranho. Eu saí do país, em 2016, sem provar nada no meu país natal e me disseram que eu tinha tomado uma decisão ruim ao assinar com o Stuttgart, na segunda divisão. Mas fui para o Stuttgart para conseguir minutos em campo e amadurecer. Agora, estou vivendo um sonho”, afirmou o jogador, ao Bild, antes da partida contra a Argentina. E acrescentou, em conversa com o Goal.com: “Algumas pessoas disseram que minha carreira daria um passo para trás porque o Stuttgart estava na segunda divisão quando eu cheguei, mas tudo deu certo. Estou jogando regularmente, em um grande clube alemão, em um estádio lotado”.

Jogar regularmente é um eufemismo para a contribuição de Pavard para o Stuttgart. Depois de 21 jogos na campanha da segunda divisão, ele virou titular absoluto do clube na temporada de retorno à Bundesliga. Atuou todo os 90 minutos das 34 rodadas do Campeonato Alemão. Como zagueiro, lateral direito, volante e até meia-direita em algumas partidas. Depois da chegada do técnico Tayfun Korkut, o Stuttgart perdeu apenas um jogo, para o Borussia Dortmund, por 3 a 0. Nos outros 13, sofreu apenas sete tentos, com Pavard liderando a defesa. Foi eleito o melhor novato da liga no mês de fevereiro.

Ele estreou na seleção francesa em novembro do ano passado e sempre foi convocado para os amistosos de preparação da França. Com os problemas físicos de Sidibé, ganhou a oportunidade de ser titular e não decepcionou nas duas primeiras rodadas, contra Austrália e Peru. Descansou no jogo morno contra a Dinamarca e voltou ao onze inicial diante da Argentina. Aos 12 minutos do segundo tempo, Matuidi lançou Lucas Hernández pela esquerda. O cruzamento passou por todo mundo e encontrou Pavard na entrada da área. O jovem do Stuttgart cortou a bola, um slice do tênis, cheio de efeito, e acertou o ângulo de Armani, empatando a partida para a França que, agora, certamente o conhece muito bem. “Na final de 2006, eu sentei à frente da televisão com a minha camiseta azul do Zidane. Atualmente, eu tenho meu próprio nome nas costas”, encerrou.

Não podemos colocar vídeos da Fifa, mas você pode ver os melhores momentos da partida, inclusive o golaço de Pavard, clicando aqui.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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