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Croácia se garante na Copa da Rússia, com armas para incomodar

Desde que se tornou independente, a Croácia só não participou de uma Copa do Mundo. E a escrita continua. Neste domingo, a talentosa equipe comandada por Luka Modric suportou o burocrático empate por 0 a 0 contra a Grécia, em Pireu, e carimbou passaporte para a Rússia, graças à vitória por 4 a 1 no jogo de ida da repescagem europeia.

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O grupo dos croatas nas Eliminatórias era equilibrado. Eles saíram na frente com quatro vitórias e um empate nas cinco primeiras rodadas, mas, na sequência, perderam para a Islândia, ganharam do Kosovo por apenas 1 a 0 e perderam da Turquia. O empate contra a Finlândia decretou a saída do técnico Ante Cacic. Zlatko Dalic, finalista da Champions League asiática com o Al Ain, foi contratado para a rodada final.

Veio a vitória crucial sobre a Ucrânia, que valeu vaga na repescagem. O sorteio colocou a Grécia no meio do caminho, adversária que, em outros tempos, seria mais complicada. A campeã europeia de 2004 não ficava fora de uma grande competição internacional desde a Copa do Mundo da Alemanha. Mas tem um elenco envelhecido e pouco renovado. Acabou sendo presa fácil para o poder de fogo da Croácia.

A seleção croata é bem qualificada, com atletas em grandes clubes europeus. O meio-campo que enfrentou a Grécia é um exemplo: Brozovic, Rakitic e Modric. É verdade que Kalinic recebe críticas no Milan, mas tem ao seu lado Perisic e Mandzukic. A defesa está um patamar abaixo, com Lovren, frequentemente contestado no Liverpool, como principal nome. O goleiro é o ótimo Subasic.

O que falta à Croácia é conseguir transformar o talento que tem à disposição em uma boa campanha. Desde o terceiro lugar de 1998, nunca passou da fase de grupos da Copa do Mundo e, na Euro, seu melhor desempenho foi as quartas de final (Inglaterra e Suíça/Áustria). Mesmo na Eurocopa com 24 seleções, ano passado, não conseguiu ir além das oitavas – perdeu para o campeão Portugal.

Pode ser uma das últimas oportunidades para alguns jogadores, como Modric, já com 32 anos, ou Mandzukic, com 31. Tudo sempre depende do sorteio, mas a Croácia tem qualidade com a bola nos pés para causar algum barulho na Rússia ano que vem.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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