Copa do Mundo

Crise econômica faz a Rússia ter que cortar gastos com a Copa 2018

A Copa do Mundo da Rússia está sofrendo com a crise econômica do país. O ministro do esporte, Vitaly Mutko, disse que a organização irá cortar gastos, mas assegurou que isso não afetará o Mundial. Segundo informado pela agência de notícias AP, o governo russo está cortando 10% do gasto com a Copa, depois que o Banco Mundial previu no último mês que a economia poderia retrair até 4,7% este ano. Uma retração forte para os padrões econômicos e que está afetando fortemente o futebol.

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Muitos clubes russos, por exemplo, estão sofrendo para pagar os salários porque a moeda do país, o rublo, desvalorizou e os jogadores recebem em Euro. Em alguns casos, os clubes estão negociando os jogadores e as especulações apontam para uma saída ainda mais forte de jogadores do país na janela de transferências de verão.

Mutko, membro do Comitê Executivo da Fifa, afirmou que os gastos não seriam diminuídos nos estádios ou infraestruturas diretamente associadas à Copa do Mundo, mas sim em “várias questões organizacionais” e “subsídios para o comitê organizador”. Números? Ele não apontou. Só que os gastos serão diminuídos nestas duas áreas.

Segundo o presidente da Fifa, Joseph Blatter, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, garantiu que os problemas econômicos do país não irão afetar a organização da Copa do Mundo de 2018. Vale lembrar que a escolha do país gerou controvérsia e acusações de corrupção, prontamente negadas pela Fifa, mas que levantaram ainda mais suspeitas quando o relatório sobre a escolha das sedes de 2018 e 2022 foi duramente criticado.

Michael Garcia, que era o investigador-chefe independente contratado pela Fifa, disse que o seu relatório foi alterado e divulgado parcialmente. Pediu demissão. Muitas autoridades do futebol pediram a publicação do documento e a Fifa chegou a votar que isso aconteceria, mas até agora, o relatório continua nas mãos da entidade e sem divulgação.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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