Copa do Mundo

Copa do Mundo a cada dois anos “canibalizaria” o futebol feminino, diz presidente da Uefa

Aleksander Ceferin também disse que a ideia da Fifa é uma manobra política para enfraquecer as associações nacionais da Europa

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, segue em oposição à proposta da Fifa de realizar a Copa do Mundo a cada dois anos. Nesta quinta-feira, o esloveno afirmou que a ideia “canibalizaria” o futebol feminino porque colocaria o principal torneio dos homens ao mesmo tempo do Mundial das mulheres ou das Olimpíadas.

A proposta liderada por Arsène Wenger encontrou resistência da Europa, da América do Sul, da Associação dos Clubes Europeus, entidade que representa 230 clubes do continente, e algumas das principais ligas femininas europeias. A Fifa destacou a ex-técnica da seleção norte-americana, Jill Ellis, para desenvolver ideias similares para o calendário das mulheres.

“Europa e América do Sul são contra e são os únicos (continentes) que ganharam a Copa do Mundo na história. O problema é que a Copa do Mundo tem que ser a cada quatro anos para ser interessante. Em segundo lugar, se fosse a cada dois anos, canibalizaria o futebol feminino porque seria no mesmo ano do Mundial feminino, de outros esportes, dos Jogos Olímpicos, muitos erros”, disse Ceferin, durante a feira Expo 2020 em Dubai, segundo a Reuters.

“É simplesmente uma ideia ruim e não acontecerá porque é uma ideia ruim, e não porque nós somos contra”, acrescentou Ceferin, que em entrevista ao site Político disse que a ideia da Fifa é uma medida política para “tentar enfraquecer as associações europeias, tirar o dinheiro delas e distribuir em outros lugares porque isso é politicamente atraente”.

Após parecer ter recuado na proposta em outubro, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, voltou a defendê-la semana passada, ao dizer que a Copa do Mundo bienal permitiria criar um fundo para desenvolver o futebol em países com menos recursos. Segundo uma pesquisa conduzida pela consultoria Nielsen, a mudança geraria um “combinado adicional de US$ 4,4 bilhões em receitas no primeiro ciclo de quatro anos”

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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