Com outra grande atuação coletiva, a Suécia retorna às quartas de final após 24 anos
A seleção sueca continua a sua trajetória improvável na Copa do Mundo. Mesmo sem um futebol de encher os olhos, utiliza um plano de jogo bem definido para chegar às quartas de final pela primeira vez desde 1994. Uma organizada, bloqueando as finalizações do adversário, e um contra-ataque que, embora não seja muito rápido, tem objetividade. Depois de complicar a vida da Alemanha e derrotar o México, além de eliminar a Itália ainda nas Eliminatórias, a Suécia fez mais uma vítima. Nesta terça-feira, derrotou a Suíça por 1 a 0, nas oitavas de final. Gol de Emil Forsberg, em São Petersburgo.
Berg perde chances
Marcus Berg não pode reclamar das oportunidades que teve para abrir o placar no primeiro tempo. Logo aos sete minutos, recebeu de Toivonen e entrou na área, livre. Bateu todo torto para fora. Um minuto depois, marcando o tiro de meta, a Suécia recuperou a bola. Svensson deixou Berg novamente bem colocado. Mas Akanji bloqueou. Tentou afastar de cabeça, mas permitiu que Albin Ekdal finalizasse. Também muito mal. Aos 27, a culpa não foi do centroavante. A finalização foi boa, no canto direito do goleiro, com um monte de gente na frente. Mas Sommer pulou para espalmar e fez uma grande defesa. Nenhuma oportunidade perdida foi pior que a de Erdal, aos 41 minutos. Recebeu o cruzamento na segunda trave. Estava sem marcação. Tentou pegar de primeira. E isolou.
Forsberg, não
O segundo tempo foi menos movimentado do que o primeiro. A Suécia continuou buscando mais o gol. Não é um time de posse de bola ou de toques apurados, mas tem uma invejável objetividade quando tenta atacar. E deu sorte também. Forsberg, aos 21 minutos, tabelou com Toivonen, driblou Xhaka com o corpo e bateu no canto esquerdo de Sommer. Chutou mal, meio fraco, mas a bola desviou em Akanji e entrou no outro lado: 1 a 0 para a Suécia.
Pressão, mas não muita
Claro que depois deste gol, a Suíça foi com tudo para cima da Suécia, mas sem tanta urgência ou desespero e, também, sem muita qualidade. Não foi um grande jogo dos suíços. A atuação sueca, em contraste, foi muito sólida do ponto de vista defensivo. Por exemplo: dez dos 18 chutes a gol da Suíça foram bloqueados pelo paredão nórdico que protege Robin Olsen. No fim das contas, a melhor chance surgiu em um cruzamento de Ricardo Rodríguez para Seferovic desviar de cabeça. Olsen defendeu.
Ficha técnica
Suécia 1 x 0 Suíça
Local: Estádio de São Petersburgo, em São Petersburgo
Árbitro: Damir Skomina (Eslovênia)
Gols: Emil Forsberg (SUE)
Cartões amarelos: Mikael Lustig (SUE); Valon Behrami e Granit Xhaka (SUI)
Cartão vermelho: Michael Lang (SUI)
Suécia: Robin Olsen; Mikael Lustig (Emil Krafth), Victor Lindelöf, Andreas Granqvist e Ludwig Augustinsson; Viktor Claesson, Gustav Svensson, Albin Ekdal e Emil Forsberg (Martin Olsson); Ola Toivonen e Marcus Berg (Isaac Thelin). Técnico: Janne Andersson
Suíça: Yann Sommer; Michael Lang, Johan Djourou, Manuel Akanji e Ricardo Rodríguez; Valon Behrami, Granit Xhaka, Xherdan Shaqiri, Steven Zuber (Breel Embolo) e Blerim Dzemaili (Haris Seferovic); Josip Drmic. Técnico: Vladimir Petkovic



