Como o Canadá aproveita tendência para chegar mais forte na Copa do Mundo em casa
Anfitriões em 2026, canadenses usam artifício da dupla nacionalidade para atrair reforços ao elenco de Jesse Marsch
O Canadá é anfitrião da Copa do Mundo de 2026 ao lado de Estados Unidos e México. Determinados a chegar forte na disputa em casa, os canadenses decidiram aproveitar uma tendência mundial para tonificar o elenco de Jesse Marsch: a dupla nacionalidade.
Alfie Jones, zagueiro do Middlesbrough, nasceu em Bristol, na Inglaterra, e recebeu permissão para defender o Canadá por causa do avô materno. Aos 28 anos, é uma das novidades da convocação da equipe nesta Dafa Fifa para os amistosos contra Equador e Venezuela.

Levar Jones para a seleção canadense era objetivo de Marsch desde que assumiu o comando, em maio de 2024. Segundo o site “The Athletic”, o técnico considera o defensor essencial em seu estilo tático pelo físico imponente e a habilidade na saída de jogo.
Além disso, o setor é afetado por problemas físicos. Moise Bombito, do Nice, fraturou a tíbia e ainda não tem previsão de retorno. O capitão Alphonso Davies, do Bayern de Munique, se recupera de lesão ligamentar. Há também preocupação acerca das condições de Alistair Johnston, do Celtic, que sentiu a coxa há algumas semanas.
Isso não faz Jones ter cadeira cativa. “Preciso conquistar um lugar no Canadá”, reconheceu o jogador em entrevista à publicação.
— Não tenho garantia de ir à Copa e sei disso, então preciso provar meu valor e mostrar que posso ser um bom reforço.
Na mesma tendência, Canadá mira mexicano para melhorar o ataque
Alfie pode não ser o único “reforço” de Marsch. O Canadá também quer integrar um atacante de 22 anos ao plantel e melhorar as características ofensivas do grupo.
Trata-se de Marcelo Flores, que nasceu em Ontário (uma das provincias canadenses), mas defendeu a seleção mexicana no juvenil e no profissional. A mãe é canadense com ascendência inglesa, e o pai jogava futebol no México.
O jovem passou pelas categorias de base do Arsenal e agora está no Tigres.
Ele vai participar da concentração e dos treinamentos com a seleção do Canadá nestas duas semanas de pausa internacional para se familiarizar com o ambiente, de acordo com o “The Athletic”.
É um passo fundamental para Marsch e companhia tentarem convencê-lo a vestir a camisa do país natal.
Isso porque Flores seria um acréscimo importante ao ataque. Versátil, pode ser ponta ou meia-atacante, e assim contribuiu com 11 gols e quatro assistências em 72 aparições no Tigres apesar de não ser titular absoluto.

As características seriam de bom grado aos canadenses, que encerraram a Data Fifa de outubro sem marcar um gol sequer. Além disso, poderia causar sinergia melhor entre o meio-campo e o atacante Jonathan David, que com frequência precisa recuar para buscar a bola e prejudica sua efetividade na área.
Pelas regras da Fifa, Marcelo Flores poderia trocar de seleção sem grandes problemas. Fez apenas três jogos no time principal do México, e antes dos 21 anos. A última aparição foi em 2022, na Liga das Nações da Concacaf. Ele voltou a ser convocado em 2024, mas não entrou em campo.



