Copa do Mundo

Blatter: “Eu irei à Copa de 2018, recebi o convite do presidente Putin”

Joseph Blatter não anda aparecendo muito em cena, e com razão. O ex-presidente da Fifa segue no olho do furacão após o escândalo de corrupção na entidade, suspenso por seis anos pelo Comitê de Ética, além de ser alvo de investigações criminais pela justiça da Suíça – entre outras acusações, por receber propina no processo de escolha da Rússia como sede da Copa do Mundo de 2018. Ainda assim, o cartola promete estar presente nos estádio russos.

“Eu irei à Copa do Mundo na Rússia. Eu recebi o convite do presidente Putin. Eu não sei por quanto tempo ficarei lá. Também não sei se estarei na abertura ou na final. Por não poder trabalhar no futebol, eu não tenho nenhuma atribuição específica. Talvez seja apenas uma rápida visita. Estou certo que a Copa de 2018 será ótima. A Rússia mostrou que pode recepcionar o mundo todo. É um grande desafio”, declarou Blatter, em entrevista à AFP. Anteriormente, Putin defendeu a inocência de Blatter e chegou a declarar que o suíço merecia um “Nobel”.

O Comitê de Ética da Fifa não deixou claro até que ponto se estende a suspensão de Blatter. Entretanto, o caso é parecido com o de Michel Platini, que pegou gancho de quatro anos. Apesar da punição vigente, o ex-presidente da Uefa não teve problemas para comparecer extraoficialmente na Eurocopa de 2016, como expectador. Resta saber qual será a visibilidade do suíço ao lado de Putin.

Platini, aliás, deverá ser outro a aparecer na Copa de 2018. Questionado sobre as declarações de Blatter, o porta-voz do Kremlin confirmou a intenção de Putin em receber os dois ex-dirigentes. Dmitry Peskov afirmou que o presidente russo tem uma “relação longa e amigável” com Blatter, assim como “também conhece bem” Platini. O porta-voz ainda apontou que a Rússia “ficaria feliz” em recepcioná-los durante o torneio.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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