‘Ninguém sabe o nível em que Rayan pode chegar’: Ancelotti se derrete após vitória da Seleção
Jovem ex-Vasco quebrou marca de mais de 50 anos e foi essencial na vitória brasileira sobre a Escócia
Após entrar de forma tímida na vitória do Brasil sobre o Haiti por causa da lesão que tirou Raphinha de parte da Copa do Mundo, Rayan aproveitou a oportunidade de ser titular no triunfo contra a Escócia por 3 a 0, nesta quarta-feira (24), e foi bastante elogiado por Carlo Ancelotti por sua atuação.
– Ele fez um trabalho completo. Ofensivo e defensivo. Estou satisfeito com o jogo que ele fez. É jovem, tem maturidade e trabalha muito. Ninguém sabe o nível em que ele pode chegar – afirmou o técnico italiano após o confronto.
Rayan se tornou o primeiro adolescente a ser titular da seleção brasileira em uma Copa do Mundo desde 1970, quando Marco Antônio foi o lateral esquerdo nas quartas de final contra o Peru.
E mesmo com a pouca idade, Rayan não se intimidou, sendo um dos melhores jogadores da Seleção na confortável vitória.
Além de fechar muito bem o lado direito nas poucas tentativas escocesas de subir com a bola, o atacante do Bournemouth foi parte fundamental da pressão aplicada pela Seleção quando os zagueiros adversários tentavam começar o jogo com a bola no pé.
Foi assim que surgiu o primeiro gol brasileiro. Rayan travou a tentativa de passe de Scott McKenna e a bola caiu no pé de Vinicius Júnior, que tirou o goleiro Angus Gunn e marcou mais uma vez no torneio.
Simulador da Copa do Mundo: Veja possível chaveamento
O segundo gol também começou com ele. Após uma tabela com Bruno Guimarães, o jovem entrou na área e acabou desarmado. Matheus Cunha recuperou a posse, Danilo ganhou dividida e Bruno Guimarães achou Vini Jr para seu segundo gol no jogo.
O jovem só não ganhou um 10 por perder uma oportunidade já nos acréscimos da etapa inicial. Lucas Paquetá achou Rayan e ele limpou Andy Robertson para ficar cara a cara com Gunn, mas acabou batendo em cima do goleiro.
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Por que Rayan foi titular?
Com a lesão de Raphinha, Ancelotti ficou entre Luiz Henrique – que teve mais brilho durante os últimos antes do ciclo pré-Copa do Mundo – e Rayan – vindo de uma ascensão meteórica, impressionando na Premier League em seus seis meses com o Bournemouth.
Pelo que foi mostrado dentro de campo contra a Escócia, a opção por Rayan se explica pela maior capacidade de associação do jovem, além do fato de que ele entra mais na área que o ex-Botafogo, algo importante para o esquema que tem Matheus Cunha recuando mais com a bola e criando espaço para que Vinicius Júnior e esse outro ponta, em teoria, fiquem mais perto do gol.
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Ascensão meteórica fez Rayan queimar fases na Seleção
Rayan saiu do Vasco em janeiro deste ano rumo ao Bournemouth em um movimento que foi bastante criticado por quem não acompanha tanto o futebol inglês. Mas com a saída de Antoine Semenyo para o Manchester City, os Cherries se provaram um excelente lugar para que o brasileiro chegasse com bastante espaço para jogar e crescer rapidamente.
Em 15 partidas pelos Cherries, ele marcou cinco gols e distribuiu duas assistências, contribuindo para a inédita classificação do Bournemouth à Liga Europa. Por causa disso, mesmo quando o elenco da Seleção já parecia perto de estar fechado, o jovem conseguiu achar seu espaço na convocação final para o Mundial.
Parte disso passa pelo rápido impacto que ele teve no amistoso contra a Croácia em março. Ele entrou junto a Enrdrick e Igor Thiago mais perto do fim do jogo e teve bastante impacto, dando bastante trabalho aos croatas no contra-ataque e só não saiu com seu primeiro gol pela Seleção por causa de uma defesa de Dominik Livakovic.
No entanto, não demorou para que ele marcasse pela primeira vez com a Amarelinha. Entrando no segundo tempo, ele fez um dos gols da vitória por 6 a 2 sobre o Panamá na despedida da Seleção do país antes da Copa do Mundo, no fim de maio.