Preparação das seleções africanas rumo à Copa do Mundo traz respostas diferentes
Dez países vão representar o continente no Mundial deste ano
Enquanto a RD Congo carimbou sua vaga para a Copa do Mundo 2026 ao bater a Jamaica na repescagem (1 a 0 na prorrogação), os outros nove classificados africanos para o Mundial aproveitaram a data Fifa de março para dar continuidade à sua preparação.
Egito e Costa do Marfim causam forte impressão
Ao vencer a Arábia Saudita de Hervé Renard por 4 a 0 e, em seguida, empatar sem gols com a Espanha, o Egito surpreendeu positivamente. No seu estilo habitual e mesmo sem Mohamed Salah, os Faraós resistiram bem a uma Roja admitidamente remontada.
O mesmo vale para a Costa do Marfim. Eliminados justamente pelo Egito nas quartas de final da última Copa Africana, os Elefantes voltaram a crescer ao vencer outros dois participantes do Mundial: a Coreia do Sul, goleada por 4 a 0, e a Escócia (1 a 0).
Alguns pontos ainda precisam ser ajustados, como os inícios de jogo lentos nas duas partidas, mas o balanço é claramente positivo para o grupo de Emerse Faé, que pôde lançar o novato Elye Wahi e o estreante Martial Godo, que marcou em sua primeira convocação.
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Marrocos e Tunísia com seus novos técnicos
Recém-coroado campeão africano — no tribunal — por decisão da Confederação Africana de Futebol, o Marrocos depositava grandes expectativas nesta Data Fifa, marcada pela transição entre Walid Regragui e Mohamed Ouahbi.
Os Leões do Atlas saíram com um empate com um Equador sufocante (1 a 1), que os pressionou no primeiro tempo antes da reação marroquina, e uma vitória apertada com time alternativo diante de um Paraguai muito agressivo (2 a 1).
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Ouahbi pôde fazer algumas experiências, com resultados variados: Saibari como falso nove na primeira partida, a dupla pivô El Aynaoui-El Mourabet na segunda, e Issa Diop como titular nas duas.
Naturalmente, seu grupo ainda precisa de tempo para assimilar sua filosofia. O próprio técnico admitiu que o trabalho ainda é grande e que sua equipe, apesar de algumas sequências interessantes, ainda carece de profundidade no jogo.
O técnico mudou, com Sabri Lamouchi substituindo Sami Trabelsi, mas a Tunísia continua enfrentando o mesmo problema de criatividade, como ficou evidente em uma vitória sofrida sobre o Haiti (1 a 0) e um empate sem gols contra o Canadá. Sem avanços visíveis, portanto, embora o saldo de pontos seja positivo, especialmente para um grupo que passou por muitas mudanças.
Qual o balanço de Argélia e Senegal?
A Argélia começou com um show ao golear uma fraca Guatemala por 7 a 0, mas em seguida mostrou-se ofensivamente estéril diante do Uruguai (0 a 0, com zero chutes em todo o jogo).
O confronto ao menos permitiu a Vladimir Petkovic experimentar uma defesa com três zagueiros, que se mostrou bastante convincente, e demonstrou que os Fennecs são capazes de resistir a uma boa seleção sul-americana, mesmo que os torcedores esperassem mais espetáculo.
Ao escolher Peru (2 a 0) e Gâmbia (3 a 1) como adversários, o Senegal não optou necessariamente por oponentes de alto nível, o que obrigou o técnico Pape Thiaw a justificar a escolha.
Sem Sadio Mané, mas com um time próximo de sua formação titular, a equipe conquistou uma vitória controlada na primeira partida. A segunda foi mais trabalhosa, com um time alternativo e marcada por três mudanças de sistema e experiências como Nobel Mendy, Bamba Dieng e Assane Diao. Difícil tirar conclusões reais.
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Cabo Verde e África do Sul sem vitórias; Gana francamente preocupante
Em plena preparação para sua primeira Copa do Mundo, Cabo Verde viajou à Nova Zelândia para o Fifa Series. Com o reforço de vários novos jogadores, os Tubarões Azuis foram derrotados em inferioridade numérica pelo Chile em uma partida repleta de reviravoltas (2 a 4) e empataram com a Finlândia (1 a 1, com vitória nos pênaltis).
Algumas atuações individuais, como a do goleiro Vozinha, lançaram dúvidas a poucos meses do Mundial.
O balanço também não é positivo para a África do Sul, incapaz de vencer em casa contra o Panamá em dois confrontos (1 a 1 e 1 a 2). Diante de um adversário que os supera em 30 posições no ranking Fifa e que também estará no Mundial, os Bafana Bafana demonstraram caráter ao empatar em cada partida, mas as atuações ficaram aquém do esperado, especialmente em termos de eficiência ofensiva.
Por fim, o balanço de Gana, goleado por 5 a 1 pela Áustria e derrotado por 2 a 1 pela Alemanha, o que levou à demissão do técnico Otto Addo a dois meses do Mundial, dispensa comentários.