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Stefan Frei sobre título do Sounders na Concachampions: “É o que você sonha quando criança”

Eleito o melhor jogador da Concachampions, Stefan Frei comemorou o feito histórico do Sounders; Cristian Roldán ressaltou Seattle como cidade para sediar a Copa 2026

A conquista do Seattle Sounders na Concachampions ainda repercute. O time venceu o Pumas por 3 a 0 e se tornou o primeiro time da MLS a ser campeão do torneio desde 2000, quando o Los Angeles Galaxy ficou com a taça. Entre os destaques do time estiveram o meia Nicolás Lodeiro, o atacante Jordan Morris e o goleiro Stefan Frei.

“Sempre tivemos públicos excepcionais neste estádio, mas na quarta à noite, mais de 68 mil, é algo imenso”, afirmou o goleiro aos repórteres, pouco depois da vitória por 3 a 0 sobre o Pumas, na quarta (quinta de madrugada no Brasil). “Acho que faltando quatro ou cinco minutos, eu nunca tinha visto o estádio sem a luz, as pessoas com seus celulares e até me engasguei um pouco: tive que dizer para mim mesmo, ainda há jogo, relaxe, tem que ir com calma”.

“Mas é especial, muito especial. É isso que você sonha quando criança. Você imita o avião e fecha seus olhos, visualizando um estádio cheio de pessoas te apoiando. Isso aqui é isso. Então, tenho a oportunidade de viver um sonho que é preciso. Eu celebro isso”, continuou.

O goleiro, eleito o melhor jogador da Concachampions, disse que fará algo para comemorar: uma nova tatuagem. Ele já tem duas estrelas em suas mãos em homenagem aos títulos de MLS que tem. “Não será uma estrela, mas algo, sim. Estou tentando convencer alguns jogadores a me acompanharem e talvez alguns outros jogadores façam também. É história. É algo que irei carregar pelo resto da minha vida”.

Nativo de Seattle, Jordan Morris, que veio da base do clube, disse que a conquista da Concachampions foi o ponto mais alto da sua carreira e que só teve a dimensão do feito quando foi substituído, na reta final do jogo.

“Eu acho que a ficha só caiu depois que marcamos o terceiro gol e provavelmente só mesmo quando eu fui substituído. Ouvir a torcida foi incrível”, afirmou o atacante, que foi ovacionado pelo público, assim como Nicolás Lodeiro e Raul Ruidiaz. “Volta ao que eu falei antes: temos que os melhores torcedores da liga. Ter 68 mil aqui foi inacreditável e nos levou à vitória, então somos muito gratos aos torcedores”.

De olho na Copa 2026

“Uma das vitórias mais importantes, acho, da minha carreira”, afirmou o meio-campista Cristian Roldán. “Quando você pode fazer história e você é o primeiro a fazer isso, você está nos livros de história para sempre. Ninguém pode tirar isso de você. Então estou muito feliz que nossos torcedores vieram, 68 mil em um jogo no meio da semana, novamente, é especial, você não sente isso com frequência. Méritos deles. Foi uma grande experiência e nunca irei dar nada como garantido”.

Roldán ainda falou sobre algo que é importante para o futebol de Seattle: que esta final, com este ambiente que se viu na quarta-feira à noite, serve como uma grande apresentação que a cidade tem que ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2026.

“Acho que a cidade mostrou que merece uma partida de Copa do Mundo. A realidade é que tivemos casa cheia, uma torcida que estava no jogo, que ganhou o jogo para nós. Espero que as pessoas não minimizem isso, porque é difícil ter um estádio como esse em um meio de semana com jogo às 7h da noite. Então, crédito a todos os 68 mil presentes, porque eles realmente nos impulsionaram”.

Na MLS, o Seattle faz uma campanha ruim. Em sete partidas disputadas até aqui, são apenas duas vitórias, três empates e cinco derrotas. O time priorizou a Concachampions e poupou o time na liga nacional, de modo a conseguir a taça inédita. Agora, com o troféu na estante, poderá retomar a competição e buscar a classificação aos playoffs. A competição começou em fevereiro e está agendada para durar até novembro, pouco antes da Copa.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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