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Lodeiro: “Esta cidade, este clube, todos mereceram o título continental. Merecemos mais que qualquer um”

Destaque do Seattle Sounders, Lodeiro falou sobre a primeira conquista continental do clube, do significado imenso que tem para o time e a torcida

O Seattle Sounders conseguir escrever um grande capítulo na história do futebol nos Estados Unidos ao conquistar o título da Concachampions contra o Pumas, nesta quarta-feira. A vitória por 3 a 0 foi um passeio e teve dois sul-americanos como destaques, não só do jogo, mas do torneio todo: o peruano Raul Ruidiaz e o uruguaio Nicolas Lodeiro, que é o capitão do time. No clube desde 2016, se tornou um nome histórico no clube com dois títulos da MLS e agora levantou a taça continental.

Lodeiro, de 33 anos, é um jogador muito conhecido na América do Sul. Surgiu como revelação do Nacional e em 2010 foi vendido ao Ajax. Foram dois anos no clube holandês sem conseguir brilhar e voltou à América do Sul para defender o Botafogo. Foi destaque da equipe da Estrela Solitária e em 2014 se transferiu para o Corinthians. Ficou pouco menos de um ano no clube paulista antes de seguir para o Boca Juniors. Foi destaque nos Xeneizes e, pouco mais de um ano depois de chegar à Argentina, foi vendido ao Seattle Sounders.

A trajetória no Sounders é de grande destaque. Rapidamente o jogador se encaixou e brilhou na equipe que conquistaria a MLS em 2016. Virou uma referência e é um dos jogadores mais importantes da história do clube, com uma conquista que vale muito para Seattle, para o clube e para a MLS como um todo, justamente por acabar com essa sequência imensa de títulos mexicanos, de 16 anos. O último time americano a conquistar o título continental da Concacaf tinha sido o Los Angeles Galaxy em 2000.

Nicolas Lodeiro, do Seattle Sounders (Steph Chambers/Getty Images)

“Eu nunca desisti. Me preparei para isso e é realmente um alívio. Dedico esta vitória à minha família, minha esposa e meus dois filhos. Eles tiveram paciência comigo e me apoiaram”, afirmou o jogador depois do título. O uruguaio fez gols nos dois jogos da final, com o empate nos acréscimos na partida de ida e o gol que selou o título no jogo de volta. Além disso, participou dos dois gols de Raul Ruidiaz.

O Seattle Sounders conquistou dois títulos da MLS recentemente, em 2016 e 2019, e decidiu que nesta temporada priorizaria a Concachampions. No caminho, precisou derrubar o New York City, atual campeão da MLS, para avançar. Na MLS, o time começou dando menos importância à liga local para colocar sua força máxima na competição continental, algo que Lodeiro apoiou.

“Ganhamos a MLS e competimos todo ano lá, mas faltava este título”, disse o camisa 10 do Sounders. “É algo que estamos trabalhando e significa muito conseguir ganhar. É a cereja do bolo”.

Lodeiro foi ovacionado pela torcida pela conquista, junto com Raul Ruidiaz e Jordan Morris, com 68.741 pessoas no Lumen Field. “É uma felicidade enorme. Nós merecemos este título. Esta cidade, este clube, eles todos mereceram o título continental e conseguimos. Merecemos mais do que qualquer um”, afirmou ainda o meio-campista.

Brian Schmetzer já tinha o seu nome na história do Sounders, mas aumentou ainda mais o seu status lendário com o título. “Abracei todos os meus jogadores quando eles saíram de campo. Mas veja, fiquei feliz que o jogo se desenrolou de um jeito que me deu a oportunidade de dar esses três jogadores a devida homenagem”, comenta o técnico sobre substituir Morris, Lodeiro e Ruidiaz.

O diretor geral do Sounders, Garth Lagerwey, também comentou sobre o uruguaio. “Nico Lodeiro, cara, é o maior Sounder de todos os tempos. Marcado na pedra. Certamente”, disse. O técnico também foi perguntado se Lodeiro é a melhor contratação da história do Sounders. “Ele está ali em cima, com certeza. Na NFL eles tem os jogadores de franquia. Eu chamo Nico de um jogador de franquia”, respondeu o técnico.

Nicolás Lodeiro comemora com a torcida o seu gol (Steph Chambers/Getty Images)

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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